Introdução aos pagamentos online

Este guia oferece um panorama dos pagamentos online e aborda as nuances de diferentes modelos de negócios.

  1. Introdução aos pagamentos
    1. Fluxo de pagamentos online
    2. O custo dos pagamentos online
  2. Para todas as empresas que aceitam pagamentos online
    1. Funil de pagamentos online
    2. Formas de pagamento globais
    3. Simplifique a conformidade com imposto sobre vendas, IVA e GST
  3. Para varejistas online
  4. Para empresas de SaaS e assinaturas
  5. Para plataformas e marketplaces
  6. Outras leituras
  7. Glossário de pagamentos

Este guia explica o básico sobre pagamentos online e as diferenças para modelos de negócios comuns: varejistas online, SaaS e serviços de assinatura, além de plataformas e marketplaces. Comece pela introdução aos pagamentos e o que todas as empresas precisam saber sobre pagamentos online, e depois acesse a seção referente ao seu modelo de negócios.

Também criamos uma lista dos termos mais comuns do setor e suas definições. Se você não conhecer alguma expressão do guia, consulte o glossário.

Para começar a aceitar pagamentos online imediatamente, comece lendo nossa documentação.

Introdução aos pagamentos

Antes de entender detalhes dos pagamentos para cada modelo de negócios, você deve entender como funcionam os pagamentos: como o dinheiro passa do cliente para sua empresa, como os bancos facilitam o processo e o custo de cada sistema. Essas informações básicas sobre pagamentos online ajudam a entender melhor os detalhes da configuração de pagamentos para seu modelo de negócios.

Fluxo de pagamentos online

Há quatro participantes principais em cada transação online:

  1. Titular do cartão: proprietário do cartão crédito

  2. Comerciante: proprietário da empresa

  3. Adquirente: banco que processa os pagamentos no cartão de crédito em nome do comerciante e os encaminha através das bandeiras de cartões (como Visa ou Mastercard) para o banco emissor. Às vezes, os adquirentes podem ter parcerias com terceiros, que ajudam a processar os pagamentos.

  4. Banco emissor: banco que oferece o crédito e emite cartões para consumidores em nome das redes de cartões.

Para aceitar pagamentos por cartão online, é preciso trabalhar com cada um desses participantes (seja usando um fornecedor de pagamentos ou criando integrações próprias).

Primeiro, é preciso criar uma conta bancária jurídica e estabelecer um relacionamento com um adquirente ou processador de pagamentos. Os adquirentes e processadores ajudam a encaminhar os pagamentos de seu site para as bandeiras, como Visa ou MasterCard. Dependendo de sua configuração, você pode ter um adquirente (que pode ser um banco com relacionamentos de rede) e um processador (parceiro do adquirente que facilita as transações) separados, ou um só relacionamento que ofereça os dois serviços.

Para capturar dados de pagamento com segurança, você também pode precisar de um gateway, que vai ajudar a proteger os dados. Os gateways costumam usar um sistema de tokens para anonimizar os dados de pagamento e evitar armazenar dados confidenciais em seus sistemas, mantendo a conformidade com as diretrizes de segurança do setor, chamadas de Padrões PCI.

O mesmo fornecedor pode oferecer serviços de gateway, processamento e aquisição, o que pode dinamizar seus pagamentos online. Às vezes, o fornecedor de pagamentos cria integrações diretas com as redes de cartões, reduzindo a dependência de terceiros.

Quando você recebe um pagamento online, o gateway criptografa os dados, que são enviados ao adquirente e depois às redes de cartões. As redes de cartões se comunicam então com o banco emissor, que confirma ou recusa o pagamento (as regras do banco ou da regulamentação podem exigir autenticação do cartão, como 3D Secure, para que o pagamento seja aceito). O banco emissor devolve a mensagem ao gateway ou ao adquirente, e aí você pode confirmar o pagamento para o cliente (exibindo a mensagem “pagamento confirmado” ou “pagamento recusado” no site, por exemplo).

Veja esta descrição do fluxo de pagamentos online para pagamentos avulsos em dólares, nos EUA. Se você quiser vender em outros países, é preciso ter bancos parceiros e estabelecer relacionamentos locais. Se você quiser vender um novo produto com pagamentos recorrentes, será necessário, além de receber o número do cartão, iniciar corretamente uma coleta de pagamentos periódicos. Também seria preciso criar uma lógica para diferentes modelos de precificação, definir como recuperar pagamentos recusados, gerenciar cobranças proporcionais quando o cliente mudar de plano e outras questões.

O custo dos pagamentos online

Existem diversas tarifas cobradas sobre cada transação nesse sistema com quatro partes interessadas. A Visa, Mastercard ou outra bandeira de cartões define as tarifas, que são chamadas de tarifas de intercâmbio e do esquema.

O intercâmbio representa, geralmente, a maior parte dos custos da transação. Esse valor é dado ao banco emissor, que é quem assume a maior parte do risco ao oferecer crédito ou serviços bancários ao titular do cartão.

As tarifas do esquema são coletadas pelas próprias bandeiras de cartões e podem incluir outras tarifas de autorização e transações internacionais. As tarifas também podem ser avaliadas em reembolsos e outros serviços da rede.

Conjuntamente, essas tarifas formam o custo da rede. Elas variam conforme o tipo de cartão, local da transação, canal (físico ou online) e Código de Categoria de Comerciante (MCC). Por exemplo: uma transação feita com um cartão de crédito de recompensa incorre em mais tarifas de rede do que uma transação com outro tipo de cartão, porque os bancos costumam usar essas tarifas para subsidiar o custo do programa de recompensas.

O sistema padrão de pagamento por uso da Stripe oferece uma tarifa única e transparente para todos os pagamentos por cartão, deixando seu custo com pagamentos mais previsível. Saiba mais.

Para todas as empresas que aceitam pagamentos online

Esta seção cobre três tópicos importantes para todas as empresas que aceitam pagamentos: como o funil de pagamentos online pode aumentar sua conversão, como as formas de pagamento corretas podem expandir o número de clientes em potencial e como simplificar a conformidade com impostos para que você possa se concentrar no crescimento dos negócios.

Funil de pagamentos online

As transações passam por três etapas: finalização do checkout, proteção contra fraudes e aceitação pela rede. A conversão acontece quando uma transação é concluída.

Em cada estágio do funil, o número de possíveis clientes pode diminuir gradualmente. Se o seu processo de checkout for longo ou complicado, parte dos clientes será eliminada. Depois, quando você gerenciar fraudes e taxas médias de aceitação de transações, os clientes diminuem ainda mais.

Entender a interação entre essas etapas é importante para otimizar todo o funil. Isso vale principalmente para empresas com equipes separadas de checkout, fraudes e aceitação pela rede, cada uma otimizando com dados próprios. Por exemplo: se a equipe do checkout se concentrar somente na redução da taxa de carrinhos abandonados, ela pode exigir menos dados do cliente para reduzir o atrito. Mas isso pode criar mais fraudes, porque você vai deixar de exigir dados como endereço completo de cobrança e código postal, que ajudam a validar a transação.

Nesta seção, mostramos o funcionamento geral do funil de pagamentos online e as melhores práticas para aumento de conversão.

Criar os melhores formulários para checkout

O funil de pagamentos online começa na experiência do checkout, onde os clientes inserem dados para comprar bens ou serviços. Nessa etapa, é importante coletar dados suficientes para verificar a identidade do cliente, mas evitar complicar demais o processo para que o cliente não desista da compra.

Se o formulário de checkout for muito complicado, você corre o risco de perder vendas para os clientes mais comuns: consumidores com itens no carrinho que pretendem fazer a compra. A verdade é que 87% dos clientes desistem de uma compra se o processo de checkout for muito difícil.

Para melhorar a taxa de conclusão do checkout, o primeiro passo é analisar o processo do ponto de vista do cliente e ver se há pontos de atrito que podem provocar desistências. Confira se o site demora para carregar, quantos campos é preciso preencher e se o processo aceita preenchimento automático.

Os melhores formulários são os que se adaptam à experiência do cliente. Por exemplo: é recomendado oferecer formulários inteligentes que se adaptam automaticamente a uma tela menor (em celular) e abrem o teclado numérico quando o cliente precisa inserir os dados do cartão. Considere também a possibilidade de trabalhar com carteiras digitais para celular, como Apple Pay e Google Pay, evitando a inserção manual de dados.

Se você quiser fazer vendas internacionais, o formulário de checkout deve atender a todos os mercados. Permitir que o cliente pague na moeda local é a primeira providência. Também é preciso aceitar formas de pagamento locais para melhorar a experiência. Por exemplo: mais de metade dos clientes dos Países Baixos preferem pagar com iDEAL, uma forma de pagamento que transfere fundos diretamente da conta do cliente para a empresa.

O número do cartão também pode indicar a região onde o cliente está, permitindo que você adapte os campos do formulário automaticamente para solicitar os dados corretos de cada país. Por exemplo: se o formulário reconhecer um cartão do Reino Unido, o campo do código postal deve ser formatado de uma maneira. Se o formulário identificar um cartão dos EUA, esse campo deve ter uma formatação diferente.

O Stripe Checkout é uma página de pagamentos otimizada para conversão. Ela exibe carteiras digitais, quando houver, e trabalha em até 15 idiomas, oferecendo um formulário de checkout personalizado e relevante para o cliente. Clique aqui.

Gerenciamento de riscos online

O próximo passo é avaliar se a transação é uma fraude. A maioria dos pagamentos não legítimos é feita por criminosos que assumem a identidade de clientes reais, com cartões ou números de cartões roubados.

Por exemplo: se um fraudador faz uma compra em seu site com um número de cartão roubado que ainda não foi denunciado, o pagamento pode ser processado corretamente. Quando o titular perceber que seu cartão foi usado indevidamente, ele contesta o pagamento no banco, solicitando um estorno. Você pode conseguir contestar o estorno, enviando provas que demonstrem que o pagamento era válido, mas as regras das bandeiras de cartões costumam favorecer o consumidor na maioria dos casos. Se a sua empresa perde uma contestação, o valor da transação será perdido. Você, como proprietário, também será obrigado a pagar uma tarifa pelo estorno, para cobrir os custos de reversão do pagamento pelo banco.

Estornos fazem parte da vida de quem recebe pagamentos online, mas a melhor forma de gerenciá-los é impedir que cheguem a acontecer. As duas principais abordagens são: lógica baseada em regras e aprendizado de máquina.

A detecção de fraudes baseada em regras usa a lógica “Se X acontecer, faça Y”. Analistas de fraudes criam e administram continuamente as regras. Alguns exemplos: bloquear todas as transações de determinado país, endereço IP ou acima de certo valor. Mas como essa lógica se baseia em regras fixas, ela não reconhece padrões ocultos nem se adapta a novas tendências nas fraudes através de análises de dados além dos parâmetros definidos. Por isso, os analistas muitas vezes são forçados a fazer um acompanhamento manual, criando novas regras depois de detectarem novas fraudes, ao invés de agir proativamente.

A gestão de fraudes com aprendizado de máquina, por outro lado, usa dados de transações para treinar algoritmos que aprendem e se adaptam. Alguns modelos de aprendizado de máquina imitam o comportamento de analistas humanos. Outros são treinados por milhões de dados. Esses modelos aprendem a distinguir transações legítimas daquelas que podem ser fraudes. Alguns desses modelos podem até treinar a si mesmos, tornando-se mais expansíveis e eficientes do que a lógica baseada em regras.

Por exemplo: um cliente com comportamento de navegação normal e endereço IP suspeito quer comprar algo em seu site. O aprendizado de máquina pondera o valor de cada um desses sinais. Por exemplo: a transação deve ser recusada somente por causa do endereço IP? Um sistema baseado em regras pode bloquear todas as transações dessa localização, mas um modelo de aprendizado de máquina pode distinguir transações boas e ruins avaliando a localização e todas as outras informações disponíveis para determinar a probabilidade de estorno de cada pagamento.

A união dessas duas abordagens (gestão de fraudes por lógica baseada em regras ou por aprendizado de máquina) pode ser uma solução eficiente e personalizável. Você pode aproveitar a sofisticação do aprendizado de máquina sem deixar de personalizar sua abordagem e incluir regras específicas para seus negócios. Por exemplo, você pode incluir regras personalizadas baseadas no nível de risco de um grupo específico de seus usuários e no que eles compram.

Para saber mais, leia nosso guia sobre aprendizado de máquina para detecção de fraudes.

O Stripe Radar é um conjunto de ferramentas modernas para detecção e prevenção de fraudes. Ele se baseia em aprendizado de máquina adaptativo, com algoritmos que avaliam cada transação em termos de risco de fraude e medidas necessárias. O Radar é incluído gratuitamente no preço integrado da Stripe. Os usuários podem fazer um upgrade para o Radar for Fraud Teams para configurar uma lógica própria baseada em regras e usar outras ferramentas para profissionais da área de fraudes.

Melhorias na aceitação da rede

A última etapa do funil dos pagamentos online é a aceitação da rede de cartões: fazer com que o banco emissor processe o pagamento.

Quando o cliente faz uma compra, é enviada uma solicitação de pagamento ao banco emissor. Trabalhando com fatores que abrangem do saldo do cliente à formatação dos metadados da transação e até quedas de conexão do sistema, o banco emissor pode aceitar ou recusar a solicitação. Uma taxa de aceitação mais alta significa que você conseguiu processar mais transações com êxito.

Para reduzir o número de recusas, você pode coletar mais dados ou detalhes para a aprovação durante o checkout, como CVC, endereço de cobrança e código postal. Essas informações garantem ao banco emissor que a transação é legítima e ajudam a melhorar as taxas de aceitação de transações legítimas.

A Stripe ajuda a aumentar automaticamente a aceitação em rede para empresas, graças a integrações diretas e parcerias que oferecem mais dados e análises dos motivos das recusas. Com esses dados, criamos modelos de aprendizado de máquina que identificam as melhores maneiras de atualizar metadados de pagamento para aumentar as chances de aceitação. Clique aqui para saber mais.

Formas de pagamento globais

Os cartões são a forma de pagamento online predominante nos EUA, mas 40% dos consumidores de outros países preferem usar outras formas de pagamento, que vão de transferências bancárias a carteiras digitais (como Alipay, WeChat Pay e Apple Pay). Você pode deixar de vender simplesmente por não oferecer as formas de pagamento preferidas pelo público global.

Para aumentar suas receitas com uma base global de clientes, é preciso oferecer as formas de pagamento mais usadas nos países em que você opera. Existem cinco tipos comuns de formas de pagamento:

  1. Cartões de crédito permitem que o cliente empreste dinheiro de um banco e depois pague todo o saldo ou parcele o valor com juros. Os cartões de débito debitam o dinheiro diretamente da conta corrente do cliente, sem usar linha de crédito.

  2. Carteiras digitais, como Apple Pay e Google Pay, vinculam-se a um cartão ou conta bancária e permitem que o cliente pague produtos e serviços eletronicamente. As carteiras digitais também podem oferecer recargas, para que o cliente guarde valores diretamente no aplicativo

  3. Débitos e transferências bancárias transferem o dinheiro diretamente da conta bancária do cliente. Para fazer um débito em conta, os dados bancários do cliente são usados para retirar dinheiro da conta (como em uma transferência ACH, nos EUA). As transferências de crédito são vinculadas à conta do cliente, que então faz o envio para você. Também existem sistemas como o GiroPay, da Alemanha, e o iDEAL, da Holanda, que operam em um nível acima dos bancos para facilitar as transferências, mas se parecem com carteiras digitais.

  4. Compre agora, pague depois é uma categoria de pagamento em crescimento, que oferece financiamento imediato para pagamentos online, que geralmente são ressarcidos em parcelas fixas. Afterpay, Klarna e Affim são exemplos dessa categoria.

  5. Formas de pagamento em dinheiro oferecidas por empresas como OXXO ou pelo sistema de boletos, permitem que o cliente faça compras online sem usar uma conta bancária. Em vez de pagar pelo produto ou serviço, o cliente recebe um boleto com código de barras e um número de referência que pode ser usado para fazer um pagamento em dinheiro em caixas eletrônicos, bancos, lotéricas ou supermercados. Quando o número de referência é processado e vinculado à compra correspondente, a empresa é paga e faz o envio do produto.

Para saber mais, leia nosso guia de formas de pagamento.

A Stripe permite aceitar dezenas de formas de pagamento com uma só integração. Saiba mais.

Simplifique a conformidade com imposto sobre vendas, IVA e GST

As empresas na Internet precisam recolher tarifas indiretas em mais de 130 países e na maioria dos estados dos EUA US. Mas manter a conformidade pode ser um desafio, especialmente conforme a empresa cresce. As regras e tarifas dos impostos mudam constantemente e variam conforme o que e onde você vende. Se você ignora essas complexidades, corre o risco pagar multas e juros além dos impostos pendentes.

Os impostos indiretos têm vários nomes pelo mundo. Ele é chamado de imposto sobre vendas nos EUA, imposto sobre valor agregado (IVA) na Europa, imposto sobre bens e serviços (GST) na Austrália e no Canadá e imposto sobre consumo (JCT) no Japão. O processo de cobrança desses impostos pode variar significativamente, mas o resultado é o mesmo: o cliente final paga o imposto.

O tratamento fiscal é diferente para produtos físicos e digitais. Para mercadorias físicas, o tratamento fiscal depende dos locais de origem e destino, além de como cada jurisdição categoriza o produto. Existem muitas diferenças entre cidades, estados e países. Os produtos digitais (como cursos on-line ou associações a sites) também podem ser bastante complexos. Nos EUA, 40 estados tributam produtos digitais e, na UE, produtos digitais são tributáveis ​​quando atendem a determinados critérios.

Não importa o que você esteja vendendo, você precisará responder a essas perguntas para estar em conformidade com o imposto sobre vendas, o IVA e o GST:

  • Onde e quando sou obrigado a recolher impostos?
  • Como me cadastro para recolher impostos?
  • Quanto de imposto devo cobrar em cada produto ou serviço?
  • Como registrar e repassar o dinheiro que recolho?

Para saber mais sobre esses impostos, leia nossos guias:

O Stripe Tax calcula e recolhe automaticamente impostos sobre vendas, IVA e GST sobre bens e serviços físicos e digitais em todos os estados dos EUA e em mais de 30 países. Saiba mais.

Para varejistas online

Leia esta seção se quiser vender produtos presencialmente em lojas de varejo, além do seu site ou aplicativo para celular.

É cada vez mais comum que varejistas comecem com operações online e acabem expandindo e abrindo lojas físicas. Como mais de 90% das compras ainda são presenciais, isso abre a possibilidade de empresas digitais criarem novas fontes de receita.

Mas o desafio é unificar os dados de todos os seus pagamentos, online e presenciais. Os clientes querem interagir com sua empresa da mesma forma em todos os canais e, com isso, a forma de fazer a compra precisa ser uniforme para toda a marca. Por exemplo: os usuários podem esperar que códigos de desconto e promoções sejam válidos tanto para compras online quanto presenciais.

Você precisa saber de duas coisas antes de expandir sua empresa online para fazer vendas presenciais:

1. Aproveite a infraestrutura existente

É comum que varejistas tenham dois fornecedores de pagamentos separados: um para o sistema online e o outro para as lojas físicas. São necessárias duas integrações e duas contas, duas vezes mais trabalho para começar e muito mais dificuldades na hora da reconciliação. Os dados dos clientes em cada uma das contas muitas vezes ficam separados.

Então, aproveite a infraestrutura de pagamentos que você já usa nos negócios online e evite incorporar mais um fornecedor. Além de economizar tempo e recursos, isso vai simplificar seus relatórios e criar uma experiência mais unificada para o cliente.

Os pagamentos serão integrados para clientes comprando pelo celular ou na loja física. Um exemplo: o cliente pode abrir uma assinatura presencialmente e usá-la também online. A forma de pagamento usada na loja pode ficar salva no perfil online e o cliente pode atualizar dados ou alterar a frequência da assinatura pelo site.

2. Suporte a cartões com chip e carteiras digitais

Cartões de tarja magnética aumentam os riscos para a empresa, porque são fáceis de clonar e a criptografia dos dados de pagamento do cliente é mais complexa. Por isso, cartões EMV com chip, que são mais seguros e eximem a loja de responsabilidade em caso de fraude, tornaram-se o padrão global há décadas.

Em 2015, os EUA começaram a usar os cartões com chip e, hoje, são usados na maioria das transações de crédito. Mas ainda existem empresas que usam maquininhas antigas, que aceitam cartões de tarja magnética. Ao avaliar suas opções de máquinas para pagamento com cartão, é importante escolher uma mais moderna, que aceite cartões com chip.

Considere também a possibilidade de trabalhar com carteiras digitais para celular, como Apple Pay e Google Pay, nas transações físicas. Assim como os cartões com chip, esses aplicativos criptografam os dados de pagamento e minimizam sua responsabilidade em caso de fraudes. Elas também facilitam os pagamentos, tornando as transações mais convenientes e rápidas para os clientes.

O Stripe Terminal ajuda a unificar seus canais online e offline com ferramentas de desenvolvimento flexíveis, máquinas de cartão certificadas e gestão de hardware em nuvem.

Para empresas de SaaS e assinaturas

Leia esta seção se você cobra seus clientes de forma recorrente ou usa dados de pagamento armazenados.

Ao gerenciar receitas recorrentes, a complexidade está na iniciação e no recolhimento dos pagamentos e na acomodação de diferentes modelos de preços. É preciso armazenar os dados de pagamento dos clientes e fazer cobranças periódicas corretamente.

Há duas formas de fazer isso: criando seu próprio sistema de pagamentos ou comprando um software específico. Nos dois casos, o sistema de faturamento tem de aceitar pedidos de checkout de computadores e celulares, faturar corretamente o cliente segundo o modelo de preços (taxa fixa ou categorias de preços, por exemplo) e recolher pela forma de pagamento preferida do cliente. Também é preciso analisar dados importantes para empresas de receita recorrente, como perda de clientes, receita mensal recorrente e outras métricas de assinaturas, ou integrar seu sistema de gerenciamento de clientes ou sistema de contas.

Quando estiver decidindo se quer criar seu próprio software do zero ou comprar um software pronto, pense nos custos de oportunidade. Considere os custos contínuos de engenharia para criar e manter um software de faturamento em relação a outras necessidades da empresa.

Considere estes três fatores para SaaS e pagamento de assinaturas:

1. Defina uma lógica flexível para assinaturas

A lógica das assinaturas é feita de regras de tempo e preços que, juntas, formam a cobrança correta para cada cliente, em um ritmo definido. Se você tem só um produto com preço simples, como uma assinatura de software de US$ 25 por mês, é fácil criar essa lógica no sistema de faturamento porque o valor em dólares será o mesmo todos os meses.

Com o tempo, você pode ampliar seus negócios, inserindo novos produtos e fazendo promoções. É preciso garantir que a lógica de assinaturas acomode esse crescimento e permita experimentar outros modelos de preços, como tarifas únicas, por usuário ou por tempo de uso, categorias de preços, "freemium" e avaliações gratuitas. Também é preciso poder oferecer pacotes e descontos.

A lógica de assinaturas também precisa de flexibilidade para quando os clientes mudarem de ideia. Se alguém quiser mudar para um plano mais barato no meio do mês, é preciso fazer uma cobrança proporcional aos dois planos e garantir que as cobranças futuras sejam corretas.

2. Considere suas necessidades de faturamento

Os clientes geralmente preferem receber faturas quando o valor cobrado é muito alto ou quando recebem contas avulsas (duas situações comuns para empresas de SaaS que vendem para outras empresas).

Para enviar faturas, pense no processo de criação: elas terão os mesmos itens ou cada uma será personalizada? Dependendo dos países onde você opera, também será preciso seguir diferentes exigências para faturamento. Talvez seja obrigatório usar números sequenciais na fatura ou definir prefixos nas faturas para cada cliente ou cada conta.

Depois, é preciso enviar as faturas aos clientes. Decida se o envio será manual, por e-mail, ou se sua solução de faturamento pode fazer isso automaticamente.

Para obter mais informações, leia nosso guia para faturamento

3. Minimize a perda involuntária de clientes

A maioria das empresas de SaaS e de assinatura têm problemas de perda involuntária de clientes, quando o cliente quer pagar o produto, mas o pagamento não é realizado porque o cartão está vencido, o saldo é insuficiente ou os dados estão desatualizados (9% das faturas de assinaturas falham na primeira tentativa por perda involuntária de clientes).

Quando são poucos pagamentos com falha por mês, é fácil ligar ou enviar um e-mail para cada cliente e pedir que ele corrija o problema (seja usando uma nova forma de pagamento ou atualizando os dados). Mas conforme sua empresa cresce e você precisa gerenciar centenas de clientes com erro no pagamento, essa abordagem se torna mais difícil.

Uma forma de se comunicar com os clientes em escala é enviando e-mails automaticamente sempre que um pagamento for recusado.

Além da comunicação ativa, você também pode repetir a tentativa de pagamento diretamente. Muitas empresas repetem a tentativa em intervalos predefinidos, por exemplo, a cada sete dias (um processo chamado de dunning, ou cobrança inteligente). Experimente períodos diferentes para saber qual funciona melhor para sua empresa, ou use um fornecedor de pagamentos que automatize o processo de cobrança inteligente e permita adaptá-lo conforme as preferências de seus clientes.

O Stripe Billing é uma solução completa de faturamento. Você pode criar faturas e lógica de assinaturas, receber em qualquer forma de pagamento aceita e reduzir a perda de clientes involuntária com uma lógica inteligente de novas tentativas.

Para plataformas e marketplaces

Leia esta seção se você for uma plataforma de software e permitir que outras empresas recebam pagamentos diretamente de seus clientes (como a Shopify) ou se for um marketplace que recebe os pagamentos dos clientes e depois repassa aos vendedores ou prestadores de serviços (como a Lyft).

Os sistemas de pagamentos de plataformas e marketplaces são dos mais complexos, porque eles recebem dinheiro em nome de vendedores e prestadores de serviços e fazem repasses para eles. Por isso, muitas questões específicas precisam ser consideradas, como confirmação de identidade de vendedores, gestão de conformidade na transmissão de valores, cobrança de tarifa de serviço para cada pagamento e preenchimento de declarações 1099 no IRS, quando necessário.

Por outro lado, oferecer a função de pagamentos aos seus clientes é um diferencial para sua plataforma ou marketplace, e agrega valor para seus vendedores ou prestadores de serviços. Você pode ajudá-los a abrir suas empresas mais rápido, sem que precisem se preocupar com a burocracia de uma abertura de conta de comerciante ou programar uma página de pagamentos.

Tradicionalmente, a função de pagamentos exigia um licenciamento, cadastro e manutenção do status de facilitador de pagamentos nas redes de cartões (como Visa ou Mastercard). Como você era visto como o controlador do fluxo de valores entre compradores e vendedores, as redes de cartões têm uma regulamentação severa. O processo pode levar meses (às vezes, anos) e gastar milhões de dólares em custos à vista e de manutenção.

Mas hoje existem várias opções de funções de pagamento personalizadas que plataformas e marketplaces podem oferecer aos clientes, gerando receita pelos pagamentos sem que seja necessário cadastrar-se como facilitador de pagamentos.

Veja estas duas funções que você deve considerar ao adicionar pagamentos a sua plataforma ou marketplace:

1. Verificação de usuários durante o onboarding

Antes de aceitar pagamentos em nome de seus vendedores ou empresas, é preciso integrá-los ao seu sistema de pagamentos e verificar a identidade deles. Essa etapa é complicada por leis e regulamentações severas como as leis Conheça seu Cliente (KYC) e requisitos de verificação de sanções, que podem acarretar penalidades e multas em caso de infração. Além da regulamentação oficial, diferente para cada país, as bandeiras de cartões, como Visa e Mastercard, têm seus próprios requisitos para coleta de dados, atualizados regularmente.

Equilibrar essas exigências e a experiência do usuário é uma operação delicada. Por um lado, você precisa do máximo possível de informações (nome completo, e-mail, data de nascimento, últimos quatro dígitos do Social Security Number no EUA, telefone, endereço) para garantir que sua plataforma não seja usada para fins ilícitos como lavagem de dinheiro ou financiamento de terrorismo. Também é recomendável evitar multas de entidades regulamentadoras e instituições financeiras.

Por outro lado, é importante que os usuários tenham uma experiência melhor no seu site do que no da concorrência. Para isso, o onboarding deve ser tranquilo, o que nem sempre é fácil quando há exigência de informações detalhadas.

Para ajudar a diminuir esse atrito, considere a possibilidade de solicitar os dados em etapas e preencher campos automaticamente para o usuário sempre que possível. Por exemplo: você pode pedir informações tributárias dos vendedores ou prestadores de serviços somente depois que eles passarem da fase de verificação no IRS. E você pode preencher automaticamente os campos de razão social e endereço se já tiver solicitado esses dados.

2. Suporte para diferentes formas de movimentação de fundos

Pagar seus usuários é mais do que transferir dinheiro do ponto A ao ponto B. É preciso poder coletar tarifas de serviço para a plataforma, dividir e encaminhar fundos para vários vendedores e controlar quando os repasses são enviados para as contas dos vendedores.

Digamos que você tenha uma plataforma de comércio eletrônico e um cliente faça uma compra de $ 50 de um vendedor. Você precisa pensar em três partes interessadas: sua plataforma, seu vendedor ou prestador de serviço e o comprador ou usuário final. Antes de pagar o vendedor, é preciso descontar a tarifa da plataforma. Depois, você precisa saber como e para onde enviar os fundos restantes ao vendedor. O repasse é feito imediatamente depois do recebimento dos bens ou serviços ou você reúne os fundos e faz um repasse semanal? Você tem os dados bancários corretos para fazer o pagamento?

Também é preciso movimentar o dinheiro em conformidade com a regulamentação. Nos EUA, por exemplo, 46 estados exigem licenças específicas para movimentar dinheiro em nome de outras pessoas. Na Europa, as leis PSD2 exigem licenças para intermediários de pagamentos. Se você for considerado transmissor ou intermediário de pagamentos por um órgão regulador e não tiver a licença correspondente, pode pagar uma multa ou ter suas atividades encerradas.

Dependendo do seu modelo de negócios, você pode aceitar diversas formas de movimentação de valores, como:

  • De um para um: um cliente é cobrado e um beneficiário é pago (por exemplo, um serviço de transporte por aplicativo).
  • De um para muitos: uma transação é dividida entre diversos vendedores ou beneficiários (por exemplo, um marketplace de varejo onde um consumidor faz um “carrinho” com produtos de várias lojas online).
  • Retenção de fundos: uma plataforma aceita fundos de clientes e os retêm em reserva antes de pagar os beneficiários (por exemplo, uma plataforma de ingressos que paga os beneficiários somente após a realização de um evento).
  • Débitos em conta: uma plataforma faz o débito ou inversão de transação para retirar fundos de seus vendedores ou prestadores de serviços (por exemplo, uma plataforma de e-commerce tira uma mensalidade para manutenção da loja de seus clientes).
  • Assinaturas: uma plataforma permite que os vendedores façam uma cobrança recorrente aos compradores (por exemplo, uma plataforma de SaaS permite que suas organizações sem fins lucrativos aceitem doações recorrentes).

O Stripe Connect permite que plataformas e marketplaces ofereçam pagamentos para seus vendedores, prestadores de serviços e clientes. Ele faz onboarding e verificação, aceita mais de 135 moedas e dezenas de formas regionais de pagamento do mundo todo, com proteção contra fraudes integrada, repasses para usuários e acompanhamento do fluxo de fundos.

Outras leituras

Esperamos que este guia tenha oferecido uma visão geral dos pagamentos online e ajudado a entender as nuances de sua própria configuração de pagamentos.

Este é o primeiro de uma série de guias sobre os fundamentos dos pagamentos online. Você verá outros conceitos básicos, como pagamentos presenciais ou recorrentes, além de tópicos mais avançados, como gerenciamento de recusas e repasses, nos próximos guias.

Enquanto isso, indicamos algumas outras leituras:

Todas as empresas que recebem pagamentos

Para varejistas online

Empresas de SaaS

Plataformas e marketplaces

Glossário de pagamentos

Este glossário define os termos mais comuns do setor de pagamentos.

Adquirente

Também chamado de banco adquirente, é o banco ou instituição financeira que processa os pagamentos em cartões de crédito ou débito em nome do comerciante e os encaminha através das redes de cartões ao banco emissor.

Transferências bancárias

Podem ser um débito na conta, quando você recebe os dados bancários do cliente e tira fundos de sua conta, ou uma transferência de crédito, quando você cria um link para a conta bancária do cliente e ele transfere o dinheiro para você.

Titular do cartão

Proprietário do cartão crédito ou débito.

Bandeiras de cartão

Processam as transações entre comerciantes e emissores e controlam onde os cartões são aceitos. Também controlam os custos da rede. Exemplos: Visa, MasterCard e American Express.

Estorno

Também chamado de contestação, o estorno acontece quando um titular questiona um pagamento junto ao emissor do cartão. Durante o processo de contestação, é obrigação do comerciante provar que a pessoa que fez a compra era a dona do cartão e que ela autorizou a transação.

Tarifas de estorno

O custo incorrido pelo comerciante quando o banco adquirente devolve o pagamento do cartão.

Carteira digital

Permite que os clientes paguem por produtos ou serviços eletronicamente, vinculando um cartão ou conta bancária ou armazenando valores diretamente no aplicativo. Exemplos: Apple Pay, Google Pay, Alipay e WeChat.

Contestações

Veja a definição de "Estorno".

Sistema de quatro partes

As quatro partes envolvidas no processamento de pagamento: o titular do cartão, o comerciante, o adquirente e o banco emissor.

Fraude

Qualquer transação falsa ou ilegal. Costuma acontecer quando o número do cartão ou da conta bancária é roubado e usado para fazer transações não autorizadas.

Intercâmbio

Uma tarifa paga ao banco emissor para processar um pagamento de cartão.

Banco emissor

O banco que emite cartões de crédito ou débito para os consumidores.

Código da categoria do comerciante

Um número de quatro dígitos usado para classificar uma empresa pelo tipo de bens e serviços fornecidos.

Aceitação pela rede

A porcentagem de transações aceitas ou recusadas pelo banco emissor. Um pagamento recusado pode ocorrer porque as credenciais estão desatualizadas, por suspeita de fraude ou insuficiência de fundos.

Custos de rede

O total de comissão interbancária e tarifa do esquema.

Intermediador de pagamentos

Tradicionalmente, criar uma função de pagamento exigia que a plataforma ou marketplace cadastrasse e mantivesse o status de intermediador de pagamentos nas bandeiras de cartões, já que ela controlava o fluxo de fundos entre compradores e vendedores. Hoje, é fácil acrescentar a função de pagamento necessária para a maioria das plataformas e marketplaces sem se tornar um intermediador de pagamentos.

Gateway de pagamentos

Um software que criptografa dados de cartões de crédito no servidor do comerciante e os envia ao adquirente. Os serviços de gateway e os adquirentes muitas vezes são a mesma entidade.

Forma de pagamento

Como um consumidor escolhe pagar por bens ou serviços. As formas de pagamento podem ser transferências bancárias, cartões de crédito e débito e carteiras digitais.

Operador de pagamentos

Facilita a transação por cartão de crédito, transferindo dados de pagamento entre o comerciante, o banco emissor e o adquirente. O operador de pagamentos costuma receber os dados do pagamento de um gateway de pagamentos.

Padrões de segurança de dados PCI (PCI DSS)

Um padrão de segurança de informações que se aplica a todas as entidades envolvidas no armazenamento, processamento e transmissão de dados de titulares de cartão e/ou de dados confidenciais de autenticação.

Tarifas do esquema

Tarifas recolhidas pela bandeira do cartão. Uma única transação pode incorrer em várias tarifas de sistema, como tarifas de autorização ou serviço.

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