Empresas dos EUA pagaram cerca de US$ 187,2 bilhões em tarifas de processamento de cartão em 2024. As comissões interbancárias representaram de 70% a 90% dessas tarifas. Para empresas que aceitam pagamentos com cartão de clientes, as comissões interbancárias afetam os custos operacionais, as estratégias de preços e o modelo de negócio. Ignorar essas tarifas pode gerar despesas desnecessárias que reduzem os lucros.
Abaixo, explicamos como funcionam as comissões interbancárias, discutimos suas implicações para as empresas e fornecemos estratégias para gerenciar esses custos de forma eficaz. Ao entender as comissões interbancárias, as empresas podem transformar possíveis obstáculos financeiros em oportunidades de crescimento. Veja tudo que você precisa saber.
O que vamos abordar neste artigo?
- O que são comissões interbancárias?
- Como as comissões interbancárias são calculadas?
- Qual é o valor das comissões interbancárias?
- Como funcionam as comissões interbancárias?
- Como as comissões interbancárias afetam as empresas
- Modelos de preços de comissão interbancária
- Como as empresas podem reduzir as comissões interbancárias
- Regulamentação de comissões interbancárias em todo o mundo
- Como o Stripe Payments pode ajudar
- Perguntas frequentes sobre comissões interbancárias
O que são comissões interbancárias?
A comissão interbancária é uma taxa transacional cobrada entre os bancos em virtude do processamento de pagamentos com cartão de crédito e cartão de débito. Quando um cliente faz uma compra com um cartão, o banco adquirente da empresa paga a comissão interbancária ao banco emissor do titular do cartão.
As bandeiras de cartão estabelecem a comissão interbancária, que costuma ser a porcentagem do valor da transação mais uma tarifa fixa. A comissão interbancária depende de diversos fatores, como o tipo de cartão usado (crédito ou débito), o tipo da transação (física ou online), o setor da empresa e a região onde a transação ocorre.
As comissões interbancárias têm várias finalidades:
Remuneração para bancos emissores: a comissão interbancária remunera o banco emissor do titular do cartão pelos custos de fornecer e manter os cartões de pagamento, realizar a gestão das contas associadas e administrar o risco envolvido na oferta de crédito.
Incentivos para os bancos emissores: o valor elevado da comissão interbancária pode incentivar os bancos emissores a oferecer cartões de pagamento aos clientes. Isso aumenta a possibilidade de uso, sendo uma vantagem para os bancos e as bandeiras de cartão.
Manutenção da rede: a comissão interbancária atua na manutenção e no funcionamento das bandeiras de cartão. Ela ajuda a cobrir os custos de infraestrutura da rede, medidas de prevenção a fraudes e outros serviços prestados pelas redes.
Custos de aquisição: os bancos adquirentes, que facilitam o processamento de pagamentos para empresas, pagam a comissão interbancária como parte da estrutura de custo. As taxas ajudam a cobrir as despesas dos emissores de cartão com o processamento de transações de cartão e os estimulam a ofertar os serviços de aceitação de cartão.
A comissão interbancária é diferente de outras taxas com as quais as empresas podem arcar, como a tarifa de serviço ao comerciante, que é cobrada pelos bancos adquirentes ou processadores de pagamentos em virtude do manuseio das transações com cartão em nome da empresa.
Algumas jurisdições têm comissões interbancárias regulamentadas porque elas podem afetar os custos das empresas e potencialmente os preços para os clientes. Regulamentos e negociações entre várias partes interessadas podem influenciar a estrutura e o impacto das comissões interbancárias em diferentes regiões.
Como são calculadas as comissões interbancárias?
Vários fatores definem as comissões interbancárias. As bandeiras de cartão (Visa, Mastercard, Discover e American Express) definem as comissões considerando:
Tipo de cartão: diferentes tipos de cartões têm taxas diferentes para a comissão interbancária. Por exemplo, os de recompensas, corporativos e premium costumam ter essas comissões mais altas em comparação com os cartões de crédito ou os cartões de débito padrão. Os bancos emissores costumam usar as comissões interbancárias para financiar programas de recompensas.
Forma de transação: a maneira como o cartão é processado também afeta a comissão interbancária. Por exemplo, nas transações com cartão presente (quando os clientes passam, inserem ou aproximam fisicamente um cartão em um terminal de ponto de venda (POS)), as tarifas costumam ser mais baixas do que nas transações com cartão ausente, como as online ou os pagamentos por telefone. Essa diferença se deve ao risco maior de fraudes nas transações com cartão ausente.
Código de categoria de comerciante (MCC): o tipo de empresa ou indústria também afeta a comissão interbancária. Cada tipo de empresa tem um nível diferente de risco e de tamanho médio das transações, o que é refletido em seu respectivo MCC.
Tamanho da transação: normalmente, a comissão interbancária é uma porcentagem do valor total da transação mais uma tarifa fixa. Transações maiores incorrem em comissões interbancárias maiores em termos absolutos, embora possam ser menores se consideradas como porcentagem da transação.
Detalhes de processamento: certos aspectos da forma de processamento da transação também podem afetar a taxa. Por exemplo, as transações nas quais as informações do cartão são inseridas manualmente ou as que não são repassadas dentro de um determinado tempo podem ter taxas mais altas cobradas devido ao risco de erro ou de fraudes.
A fórmula de cálculo das comissões interbancárias é complexa e varia de acordo com cada bandeira de cartão, mas, de modo geral, envolve uma combinação dos fatores acima. Cada bandeira de cartão publica as próprias taxas de comissões interbancárias duas vezes por ano, em abril e outubro. As taxas podem mudar, embora as comissões interbancárias de cartões de consumidor sejam limitadas a 0,2% para cartões de débito e a 0,3% para cartões de crédito na União Europeia.
Qual é o valor da comissão interbancária?
Estão são as taxas da comissão interbancária em vigor a partir de 2026 nas principais bandeiras de cartão dos EUA:
Visa
A comissão interbancária da Visa depende de vários fatores, como o tipo de cartão, o método de transação e o setor da empresa. Acesse os links abaixo para ver os dados atuais.
Mastercard
Da mesma forma que a Visa, a comissão interbancária da Mastercard varia com base em vários fatores.
Discover
A comissão interbancária da Discover também depende do tipo de cartão, do método de transação e do setor. Em geral, as taxas variam de 1,40% + 5¢ a 2,4% + 10¢ por transação nos EUA.
American Express
Com a American Express é um pouco diferente: o banco frequentemente funciona como banco emissor e bandeira de cartão. Suas taxas costumam ser de aproximadamente 1,43% + 10¢ a 3,30% + 10¢ por transação nos EUA.
|
Bandeira do cartão |
Faixa de tarifas típica |
Modelo de rede |
Principais determinantes de custo |
Restrições regionais |
|---|---|---|---|---|
|
Visa |
De 1,15% + US$ 0,10 a 2,70% + US$ 0,10 |
Open-loop (Passa por intermediários financeiros) |
Nível do cartão (Classic ou Signature Preferred), método de captura (inserção presencial de chip ou inserção online) e código de categoria de comerciante (MCC) |
Regulamentado/limitado Os cartões de consumidor têm limite de 0,30% na UE e de 0,50% na Austrália. |
|
Mastercard |
1,15% + 10¢ a 2,60% + 10¢ |
Open-loop (Passa por intermediários financeiros) |
Nível do programa da comissão interbancária (Core ou World Elite), classificação do setor e perfis de risco da transação |
Regulamentado/limitado Os cartões de consumidor têm um limite de 0,30% na UE e de 0,50% na Austrália. |
|
Discover |
De 1,40% + US$ 0,05 a 2,40% + US$ 0,10 |
Sistema fechado ou híbrido (Atua como rede e emissor secundário) |
Categoria de cartão (consumidor básico ou recompensas) e critérios específicos de aceitação de processamento de pagamentos |
Variável Otimizado principalmente para o processamento doméstico dos EUA. As tarifas internacionais dependem das alianças de redes locais. |
|
American Express |
De 1,43% + US$ 0,10 a 3,30% + US$ 0,10 |
Closed-loop (Atua como rede e banco emissor direto) |
Grupo do setor de comerciantes explícito e tamanho da transação do acordo geral (por exemplo, valores base fixos menores para varejo com transações de baixo valor) |
Preços independentes Opera sob regras de preços corporativos distintas globalmente; menos sujeita aos limites domésticos padrão de circuito aberto. |
Como funcionam as comissões interbancárias?
Comissões interbancárias estão envolvidas em todas as transações com cartão. Explicação simplificada:
Início da transação: quando um cliente usa um cartão de crédito ou débito para fazer uma compra, a informação da transação é enviada da empresa para o banco adquirente.
Autorização da transação: o banco adquirente, então, envia a informação da transação para a bandeira de cartão, que a repassa para o banco emissor.
Aprovação da transação: o banco emissor verifica a conta do titular do cartão, confirma que há fundos suficientes ou crédito disponível e, em seguida, envia uma autorização de volta pela bandeira de cartão para o banco adquirente e, por fim, para a empresa.
Liquidação de fundos: no fim do dia útil, a empresa envia todas as transações autorizadas do dia ao banco adquirente em lote. O banco adquirente envia esse lote às bandeiras de cartão para liquidação de fundos. A bandeira de cartão roteia cada transação para o banco emissor correto e cobra o valor correspondente da conta do banco emissor.
Pagamento à empresa: a bandeira de cartão transfere o valor total do lote para o banco adquirente menos a comissão interbancária. O banco adquirente, então, deposita os fundos na conta da empresa menos suas próprias tarifas.
A comissão interbancária faz parte do valor total da transação transferida pelo banco adquirente para o banco emissor. Ela remunera o banco emissor pelo seu papel no processo de transação, incluindo o risco que assume ao garantir o pagamento e o valor que proporciona ao emitir cartões e manter contas de titulares de cartão.
Como as comissões interbancárias afetam as empresas
As comissões interbancárias podem afetar significativamente as empresas, especialmente aquelas que dependem muito de transações com cartões. Veja algumas áreas da empresa que podem ser afetadas:
Custos operacionais: a comissão interbancária é uma parte significativa dos custos que as empresas pagam para aceitar pagamento com cartão. Os comerciantes pagam tarifas por cada transação com cartão. Para empresas com margens de lucro pequenas ou grande volume de transações com cartão, essas tarifas podem se acumular rapidamente e afetar o lucro de forma expressiva.
Decisões de preço: para absorver os custos da comissão interbancária, as empresas podem precisar ajustar as estratégias de preço. Pode ser o aumento de preços de bens ou serviços ou a implementação de valores mínimos de transação para pagamento com cartão. Essas decisões podem afetar a competitividade e a satisfação do cliente.
Fluxo de caixa: a comissão interbancária pode afetar o fluxo de caixa de uma empresa porque as tarifas costumam ser deduzidas do valor da transação antes do depósito na conta bancária da empresa. Isso significa que as empresas precisam contabilizar essas tarifas no planejamento e na previsão financeira.
Modelo de negócio: a comissão interbancária também pode influenciar o modelo de negócio. Por exemplo, algumas empresas podem incentivar o pagamento com cartão de débito ou dinheiro, que costumam ter comissão interbancária menor que as transações com cartão de crédito. Algumas podem adicionar uma tarifa às transações com cartão de crédito, onde for legalmente permitido, ou simplesmente não aceitar cartões.
Escolha de processador de pagamentos: cada operador usa modelos de preços diferentes. O melhor processador de pagamentos para uma empresa em particular depende do seu volume de transações e tamanho, dos tipos de cartões que seus clientes usam e da sua tolerância a custos variáveis.
Modelos de preços interbancários
Os processadores de pagamentos usam três tipos principais de modelos de preços para cobrar das empresas as comissões interbancárias associadas às transações com cartão. É importante que as empresas entendam esses modelos de preços, pois eles afetam o custo de aceitar pagamentos com cartão. Visão geral dos três modelos principais mais um menos comum:
Preço por IC+ (também conhecido como preço de custo mais margem): este modelo de preços é considerado o mais transparente. Na precificação Interchange Plus, a empresa paga a comissão interbancária exata determinada pelas bandeiras de cartão, além da margem estabelecida pelo processador de pagamentos. Ela costuma ser uma porcentagem fixa e pequena, uma tarifa fixa por transação ou ambos. A comissão interbancária varia a cada transação, de forma que o custo total pode oscilar. Contudo, a empresa sempre sabe de forma exata quanto o operador está cobrando sobre o custo base.
Preços escalonados: neste modelo, o operador agrupa as transações em diferentes níveis (em geral três, qualificado, semiqualificado e não qualificado), cada um com a respectiva taxa. Eles são baseados nos fatores de risco e recompensa das transações. Por exemplo, as transações feitas com cartões de crédito básicos e sem recompensas podem se enquadrar no nível qualificado (taxa mais baixa). Já aquelas feitas com cartões de recompensas premium podem ficar no nível não qualificado (taxa mais alta). O desafio deste modelo é que frequentemente não há clareza quanto ao nível no qual uma determinada transação vai se enquadrar, por isso é mais difícil prever os custos.
Preços fixos: este é o modelo mais simples de preços, no qual a empresa paga uma porcentagem fixa, uma tarifa fixa para todas as transações, ou ambos, independentemente do tipo de cartão ou do método da transação. A taxa não muda de acordo com a comissão interbancária, ou seja, é previsível, mas no geral é mais alta do que a empresa pagaria caso adotasse a precificação Interchange Plus. Este modelo é comum entre serviços de pagamento e as pequenas empresas com baixo volume de vendas o preferem na maioria das vezes.
Preço de assinatura (associação): este modelo é menos comum. Nele as empresas pagam uma tarifa de associação mensal e recebem custos menores de transação. Assim como ocorre no modelo Interchange Plus, as comissões interbancárias continuam sendo passadas para a empresa, mas a margem do operador com frequência é uma tarifa fixa por transação, e não uma porcentagem.
Cada modelo tem vantagens e desvantagens. A melhor opção depende das características específicas da empresa, como volume de vendas, valor médio das transações e tipos de cartões usados pelos clientes.
Como reduzir as comissões interbancárias
A redução das comissões interbancárias pode ser complexa porque as bandeiras de cartão definem as tarifas segundo vários fatores. No entanto, as empresas podem empregar algumas estratégias para ajudar a minimizar esses custos:
Negocie com seu operador: se sua empresa processa um alto volume de transações, talvez seja possível negociar taxas mais baixas com seu processador de pagamentos.
Escolha o processador de pagamentos certo: conforme discutido acima, diferentes processadores de pagamentos usam modelos de preços diferentes. Dependendo da situação da sua empresa, você pode conseguir reduzir os custos se escolher um operador cujo modelo de preço seja mais adequado aos seus padrões de transação.
Melhoria das práticas de processamento de cartão: geralmente as empresas se qualificam para obter taxas interbancárias menores quando seguem as práticas recomendadas das bandeiras de cartão para o processamento de cartões. Isso inclui:
- Compensar transações o mais rápido possível: o ideal é compensar transações com seu operador assim que possível, normalmente em até 24 horas.
- Lidar com segurança com os dados do cartão: implementar tecnologias de processamento seguro, como a criptografia ponto a ponto e a tokenização, pode ajudar empresas a se qualificar para taxas menores de comissão interbancária.
- Fornecimento de dados da transação completos: para determinados tipos de cartões, especificamente os cartões empresariais e governamentais, o fornecimento de dados da transação adicionais (conhecidos como dados de Nível 2 e Nível 3) pode resultar em menores taxas de comissão interbancária.
- Compensar transações o mais rápido possível: o ideal é compensar transações com seu operador assim que possível, normalmente em até 24 horas.
Incentivo ao pagamento com cartão de débito ou dinheiro: as transações com cartão de débito costumam ter comissão interbancária menor que as transações com cartão de crédito. De maneira semelhante, transações com dinheiro não têm comissão interbancária. Incentivar clientes a usar cartões de débito ou dinheiro pode ajudar a reduzir os custos da comissão interbancária.
Implementação de sobretaxa ou tarifa de serviço: em algumas áreas, as empresas podem adicionar uma sobretaxa ou tarifa de serviço a transações de cartão de crédito para cobrir os custos da comissão interbancária. Porém, a prática é regulamentada e não é permitida em todas as áreas ou para todos os tipos de cartão, e pode ser malvista pelos clientes.
Revisão regular das declarações de processamento: a comissão interbancária pode mudar duas vezes por ano, portanto é importante revisar com regularidade as declarações de processamento para garantir que você tenha conhecimento de quaisquer alterações e compreenda todas as tarifas que estão sendo cobradas.
Embora a redução da comissão interbancária possa melhorar o lucro da empresa, é recomendável avaliar os efeitos das alterações na experiência do cliente. A melhor solução é equilibrar o retorno financeiro com a melhor experiência de cliente possível. Saiba mais sobre o modelo de preço da Stripe.
Regulamentação da comissão interbancária no mundo
Embora as comissões interbancárias sejam fundamentalmente projetadas para cobrir os riscos de processamento e as despesas gerais do emissor do cartão, elas não são uniformes em todo o mundo. Abaixo está uma visão de alguns ambientes regulatórios diferentes.
EUA
O ambiente regulatório de comissões interbancárias nos EUA é dividido exclusivamente entre as redes de débito e as de crédito.
Emenda Durbin: promulgada pela Lei Dodd-Frank, esta regulamentação aplica limites de preços rigorosos às comissões interbancárias de cartão de débito para bancos emissores com ativos consolidados de pelo menos US$ 10 bilhões. Para essas instituições, o valor base dessas comissões tem o limite de US$ 0,21 mais 0,05% do valor da transação. As cooperativas de crédito e os bancos comunitários menores estão isentos de forma explícita, o que permite que ganhem mais receitas com as comissões interbancárias para financiar operações bancárias regionais.
Regulamentações das comissões interbancárias de cartões de crédito: ao contrário do débito, a comissão interbancária do cartão de crédito nos EUA continua sendo não regulamentada. As taxas são ditadas pela concorrência no mercado aberto entre a Visa, a Mastercard e a American Express. Devido a isso, as taxas dessas comissões de crédito nos EUA estão entre as mais altas do mundo, de 1,8% a 8% por transação.
Europa
O Espaço Econômico Europeu (EEA) adota uma abordagem agressiva e que prioriza o consumidor em relação às despesas gerais de processamento de cartões, por meio do Regulamento das Taxas de Intercâmbio (IFR).
Implementado para harmonizar o mercado único europeu, o IFR impõe um limite absoluto para todas as transações nacionais e intra-EEA de cartões de consumidor. A comissão interbancária do cartão de débito do consumidor é limitada a 0,20% e a do cartão de crédito é limitada a 0,30%.
Esses controles de preços rigorosos se aplicam exclusivamente aos cartões de consumidor pessoais. Os cartões corporativos, os de viagens de negócios e os sistemas de rede com participação de três partes estão isentos e têm taxas de mercado mais altas e não regulamentadas. Após o Brexit, o Reino Unido refletiu esses mesmos limites para o processamento nacional, mas opera em grande parte fora do âmbito intra-EEA.
Ásia
Em vez de depender de um único padrão abrangente, a região Ásia-Pacífico apresenta regulamentações altamente localizadas que tendem a favorecer plataformas de pagamento sem cartão.
Austrália: o Reserve Bank of Australia foi um dos pioneiros na regulamentação de pagamentos. Ele impõe um limite rigoroso às comissões interbancárias nacionais de cartões de crédito de consumidores, o que restringe as redes a uma média ponderada de 0,50%. Os cartões de débito têm um limite fixo de AU$ 0,08 por transação ou de 0,20%, a depender de como a transação é autenticada.
Índia: o Reserve Bank of India gerencia os limites padrão de processamento de cartões, mas muitos consumidores e comerciantes usam a arquitetura Unified Payments Interface. Ela permite o processamento de pagamentos sem tarifas em transações entre bancos com base em UPI.
China: a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma estabelece limites estruturais para o processamento de cartões UnionPay. No entanto, o ecossistema do consumidor é dominado por carteiras digitais em circuito fechado, como Alipay e WeChat Pay. Por isso, a comissão interbancária padrão em circuito aberto tem um papel secundário em relação às tarifas de processamento de carteiras móveis proprietárias.
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Perguntas frequentes sobre comissões interbancárias
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.