O comércio online na Espanha continua crescendo: segundo a Fundação BBVA, cuja publicação digital Esenciales (Essentials) inclui dados econômicos do Instituto Nacional de Estatística (INE), a porcentagem de empresas espanholas que vendem por um canal de e-commerce triplicou em 15 anos, de 14,7% em 2008 para 45,1% em 2023. O aumento é ainda mais impressionante quando se trata do número de clientes de e-commerce, que quintuplicou em período semelhante: em 2006, apenas 10% dos espanhóis tinham comprado algo online, enquanto em 2024, mais de 56% disseram que compraram em um site de e-commerce.
Nesse contexto, não surpreende que até empresas mais tradicionais tenham apostado na transformação digital para participar da expansão de um canal cada vez mais popular. Neste guia, vamos analisar as formas de e-commerce sob as quais uma empresa pode operar, as vantagens do e-commerce, os aspectos jurídicos relacionados e as formas de pagamento mais comuns.
O que está neste artigo?
- O que é e-commerce?
- Tipos de e-commerce na Espanha
- Quais são as vantagens do comércio eletrônico?
- Quais são os riscos do comércio eletrônico?
- Regulamentação de e-commerce na Espanha
- Formas de pagamento mais usadas em sites de e-commerce na Espanha
- Etapas para criar seu próprio negócio de e-commerce
- Como a Stripe impulsiona o e-commerce na Espanha
- Perguntas frequentes sobre e-commerce na Espanha
O que é e-commerce?
E-commerce (ou comércio eletrônico) é a compra e venda de produtos ou serviços online. Essas transações normalmente acontecem em lojas online, mas também podem ocorrer em outros ambientes digitais, como marketplaces e plataformas de leilão.
Tipos de e-commerce na Espanha
Negócios de e-commerce podem ser categorizados pela audiência-alvo ou pelo modelo de negócio. Vamos ver cada caso:
Tipos de e-commerce com base na audiência-alvo
Uma forma de classificar negócios de e-commerce é identificar as duas partes envolvidas nas transações: pessoa física, empresa ou órgãos governamentais.
E-commerce B2C
São negócios de e-commerce em que empresas vendem produtos ou serviços diretamente para clientes pessoa física. É o modelo mais comum e aparece em negócios tão diversos quanto plataformas de streaming, farmácias, lojas de roupas ou lojas de itens para pets.
E-commerce B2B
São negócios de e-commerce que realizam transações online com clientes empresa, como fornecedores online de matéria-prima, lojas de e-commerce de suprimentos de escritório e provedores de software como serviço (SaaS) que oferecem soluções como CRM, serviços de cibersegurança ou ferramentas de colaboração. Segundo os Indicadores do Setor de TIC do INE [Indicadores del Sector de las Tecnologías de la Información y de las Comunicaciones]), quase 42% das empresas com mais de 10 funcionários fazem compras online regularmente.
E-commerce B2G
São negócios de e-commerce cujos clientes são órgãos governamentais, daí o termo business-to-government, ou B2G. Em uma análise da InSuppliers, que reúne dados de empresas com maior volume de contratos com órgãos governamentais europeus, o grupo Inditex se tornou líder no setor têxtil B2G graças às vendas online de itens como uniformes para órgãos governamentais na Espanha e em toda a Europa.
Outro exemplo claro de e-commerce B2G são as plataformas de compras públicas fornecidas por cada comunidade autônoma, que permitem que empresas participem de licitações públicas online. Segundo dados do relatório da Agência Tributária Espanhola (AEAT) sobre faturas eletrônicas enviadas a órgãos governamentais por meio da plataforma espanhola FACe, foram registradas mais de 141 milhões de faturas entre 15 de janeiro de 2015 e 30 de setembro de 2025, muitas delas de e-commerce B2G.
E-commerce C2C
Negócios de e-commerce consumer-to-consumer (C2C) facilitam transações entre pessoas físicas. Os exemplos mais representativos são plataformas de itens usados com sistemas de pagamento peer-to-peer (P2P), como Wallapop, e marketplaces de artesanato e produtos personalizados. Segundo o Report on the Second-Hand Market in Spain (Informe sobre la segunda mano en España) da MPB, 60% dos espanhóis já usam essas plataformas C2C com regularidade para comprar itens de segunda mão.
E-commerce C2B
O e-commerce consumer-to-business (C2B) oferece a pessoas físicas um canal para entregar ideias ou serviços a clientes empresa. Exemplos incluem sites de fotos de banco de imagem e portais de freelancers. Outra forma de e-commerce C2B é crowdfunding que, por meio de plataformas como Kickstarter, permite que pessoas sem investimento suficiente para iniciar projetos apresentem esses projetos e obtenham fundos de outras pessoas físicas ou empresas. Para estimular o apoio de empresas e aproveitar esse modelo de captação, alguns criadores oferecem descontos em projetos de crowdfunding, de modo que empresas possam comprar várias unidades na pré-venda por um valor bem menor do que o preço final no varejo.
E-commerce B2B2B
Sites de e-commerce business-to-business-to-business (B2B2B), também chamados de marketplaces B2B, são plataformas digitais que atuam como intermediárias, permitindo que empresas vendam produtos ou serviços para outras empresas. Elas também ajudam empresas a descobrir novos parceiros, comparar ofertas e fechar negócios com mais eficiência do que por canais tradicionais. Por exemplo, a Amazon Business, o marketplace B2B da Amazon, já tem mais de seis milhões de clientes empresa no mundo todo.
E-commerce B2B2C
Negócios de e-commerce business-to-business-to-consumer (B2B2C) oferecem seus serviços a empresas que vendem bens ou serviços ao consumidor final. O exemplo mais popular desse tipo de marketplace B2C na Espanha é a Amazon, embora existam outras plataformas, como Etsy, que também atuam como intermediárias entre empresas e clientes pessoa física. Alguns marketplaces B2B2C, como Booking.com, são especializados em serviços. Nesse contexto, a Booking.com se posicionou como o sistema de reserva de hospedagem mais usado na Espanha, à frente até de reservas diretas com hotéis.
Tipos de e-commerce com base no modelo de negócio
Negócios de e-commerce também podem ser classificados pelo tipo de atividade e pelo modelo de receita.
E-commerce de varejo
São lojas de e-commerce que vendem bens em pequenas quantidades para consumidores finais. Negócios de varejo são um pilar importante da economia espanhola e contribuem para crescimento do emprego: em setembro de 2025, o emprego nesse setor cresceu 1,3% em relação ao ano anterior.
E-commerce no atacado
São negócios de e-commerce que vendem bens em grandes quantidades para outras empresas. Nesse modelo, é comum oferecer descontos por volume de compra quando clientes empresa ultrapassam um limite de gasto ou uma quantidade mínima de unidades.
E-commerce de dropshipping
Esse tipo de e-commerce vende produtos online sem manter estoque; em vez disso, o distribuidor envia os itens diretamente para o consumidor final. Diferentemente do e-commerce convencional, negócios de dropshipping não gerenciam o próprio estoque, eliminando a necessidade de um depósito e de uma cadeia interna de suprimentos.
E-commerce por assinatura
São negócios online que oferecem compras recorrentes automatizadas. Um exemplo comum é o modelo de negócio de caixas por assinatura, em que clientes assinam uma caixa curada com itens como roupas, produtos de beleza ou alimentos gourmet. Segundo um estudo da IMARC, em 2025 esse setor gerou US$ 708,4 milhões em receita na Espanha.
Quais são as vantagens do comércio eletrônico?
Um dos fatores que impulsionou a enorme expansão do e-commerce, que já tem mais de 30 milhões de usuários na Espanha, são as vantagens oferecidas a compradores e empresas. A seguir estão algumas das mais relevantes para empresas que vendem produtos ou serviços online:
Alcance global
O e-commerce elimina limitações geográficas, pois pode ser acessado de qualquer lugar. Esse alcance global aumenta a base potencial de clientes e facilita expandir um negócio para fora da Espanha. Segundo dados da CNMC, os setores de e-commerce na Espanha com mais transações vindas do exterior no primeiro trimestre de 2025 foram viagens e transporte, entretenimento e telecomunicações.Mais receita
O aumento da base potencial de clientes impacta diretamente o crescimento da receita: em 2024, o e-commerce na Espanha gerou €95,2 bilhões em receita.Menos custos
O e-commerce exige menos investimento inicial e é mais econômico do que varejo físico, porque elimina a necessidade de comprar ou manter uma loja física. A economia é ainda mais relevante em grandes cidades espanholas: segundo a Agência de Desenvolvimento Econômico da Área Metropolitana de Barcelona, o aluguel de um espaço comercial em dezembro de 2025 foi em média de €16,39 por metro quadrado.Mais agilidade
Quando um negócio opera totalmente no digital, fica mais fácil otimizar campanhas para aumentar a conversão, já que existe flexibilidade para testar estratégias diferentes, iterar rápido e manter o que funciona, com muito mais eficiência do que negócios baseados em um estabelecimento físico.Maior controle de dados
A natureza digital do e-commerce facilita muito a coleta e análise de métricas sobre comportamento de usuários, desempenho de anúncios e efetividade de canais de aquisição. Essa capacidade de acompanhar performance permite ajustar estratégias de marketing e otimizar processos com base em dados reais, não em suposições.
Quais são os riscos do comércio eletrônico?
Apesar de números de crescimento animadores, a digitalização de um negócio também traz desafios. Para garantir a viabilidade de longo prazo de um negócio de e-commerce, é importante entender os riscos de operar em um ambiente digital. A seguir, estão os principais desafios que empresas enfrentam ao migrar para o comércio online:
Maior concorrência internacional
Assim como o e-commerce permite que empresas espanholas vendam para fora, ele também abre espaço para concorrentes do mundo todo venderem na Espanha mesmo sem presença física no país. Segundo a CNMC, compras feitas por clientes espanhóis em lojas online de outros países representaram 56,5% do volume do e-commerce na Espanha no primeiro trimestre de 2025.Gestão de entregas e devoluções
Em uma loja física, a transação termina no checkout. Já em uma loja de e-commerce, é daí que surgem os maiores desafios operacionais. Segundo o IV Estudo sobre a Logística do e-commerce (IV Estudio sobre la Logística del e-commerce), os custos associados ao envio de pacotes aumentaram 18% de 2023 a 2024. Além disso, em 2025, quase um em cada quatro pedidos de produtos não alimentícios foi devolvido na Espanha, o que força varejistas a lidar com logística complexa e cara para recuperar produtos que, em muitos casos, não podem ser revendidos.Ausência de experiência sensorial direta
Vender por uma tela traz o risco de a representação de um item não ser fiel ao produto real. Embora a tecnologia de e-commerce esteja cada vez mais avançada, essa limitação continua tendo impacto significativo: segundo o Observatório Cetelem de e-commerce, 56% dos consumidores espanhóis indicam que não poder ver e tocar os produtos é um dos aspectos mais negativos de comprar online.Fraude mais complexa
Negócios de e-commerce enfrentam riscos como roubo de dados, roubo de identidade e estornos fraudulentos. Segundo o Instituto Nacional de Cibersegurança (INCIBE) em seu Relatório de Cibersegurança 2024, houve mais de 38.000 casos de fraude online na Espanha, representando 43,2% do total de incidentes de cibersegurança reportados.
Regulamentação de e-commerce na Espanha
Na Espanha e na Europa, existem várias regulamentações que regem o e-commerce. A seguir, preparamos um resumo rápido das leis mais importantes e das obrigações que elas impõem:
Lei de Serviços da Sociedade da Informação e Comércio Eletrônico
Também conhecida como LSSI, a Lei 34/2002 regula qualquer atividade comercial realizada online: não se limita à venda de bens em lojas online, ela abrange praticamente qualquer transação com fins lucrativos feita pela internet. Se isso se aplica ao seu caso, as principais obrigações jurídicas se concentram em transparência do site e comunicações. Por exemplo, você vai precisar incluir no site todas as informações de identificação da sua empresa, comunicar com clareza os termos e condições e a política de devolução, detalhar quaisquer tarifas aplicáveis e confirmar o recebimento do pagamento imediatamente após uma transação.
Lei Geral de Proteção de Consumidores e Usuários
Essa lei unifica e regulamenta diversos direitos de usuários do comércio eletrônico, principalmente o direito de arrependimento, que permite que compradores cancelem uma compra dentro do prazo legal. Além disso, se o cliente receber um pedido parcialmente com defeito, a empresa precisa emitir um reembolso parcial ou oferecer outra solução satisfatória ao consumidor. Essa obrigação é especialmente relevante considerando que 8% dos produtos comprados em 2023 e 2024 chegaram ao destino danificados ou quebrados.
Regulamento Geral de Proteção de Dados
Também conhecido pela sigla GDPR, esse regulamento europeu exige que empresas de comércio eletrônico cumpram uma série de requisitos ao processar dados pessoais de clientes. Por exemplo, elas precisam fornecer informações transparentes e completas sobre quais dados pessoais são coletados, para que finalidade e como são processados. Além disso, devem permitir que usuários deem consentimento para uso e armazenamento de cookies.
Lei “Crie e Cresça” (Crea y Crece)
A lei Crie e Cresça exige, entre outras obrigações, que faturas eletrônicas sejam emitidas para empresas que estabeleçam relações comerciais com outras empresas ou com pessoas físicas autônomas, como negócios de e-commerce B2B. Quando as normas finais forem aprovadas, previsto para janeiro de 2027, a implementação do VeriFactu também vai exigir o uso de software aprovado que se comunique diretamente com a Agência Tributária e inclua um código QR nas faturas.
Formas de pagamento mais usadas em sites de e-commerce na Espanha
Hoje, negócios de e-commerce oferecem uma variedade ampla de formas de pagamento tradicionais e modernas. A seguir, explicamos algumas das mais comuns na Espanha.
Cartões
Em transações online, cartões são de longe a forma de pagamento mais usada em vários mercados: segundo dados da Stripe, 48% das compras de e-commerce na Espanha foram pagas com cartão, em comparação com 53% na França e 42% na Itália. No entanto, segundo o Banco da Espanha, o uso de cartões para pagar compras online caiu 8% de 2022 a 2024, em favor de outras formas de pagamento eletrônicas, como carteiras digitais, que registraram aumento de 5%.
Carteiras digitais
Carteiras eletrônicas ou carteiras digitais são aplicativos que permitem concluir transações de pagamento em lojas de e-commerce de forma prática e fácil, porque eliminam a necessidade de inserir dados do cartão. A maioria das carteiras digitais, como Apple Pay, Google Pay e PayPal, permite que usuários salvem saldo digital ou dados do cartão, disponíveis para concluir transações com um clique. Na Espanha, essa forma de pagamento representa 29% do total de pagamentos online.
Bizum
Essa forma de pagamento, integrada a aplicativos de online banking, permite enviar e receber dinheiro instantaneamente entre titulares de conta bancária na Espanha. No início, era voltada principalmente para transferências entre pessoa física, mas aos poucos ganhou espaço no ambiente empresarial. Em 2024, mais de 58.000 lojas de e-commerce aceitaram pagamentos com Bizum. O sucesso vem das vantagens para negócios de e-commerce e da facilidade para clientes concluírem um pagamento em uma loja de e-commerce apenas informando o número de telefone.
Compre agora e pague depois (BNPL)
Métodos compre agora e pague depois (também conhecidos como BNPL) permitem que clientes comprem em uma loja de e-commerce e paguem o valor em parcelas. Na Espanha, algumas das plataformas BNPL mais populares são Klarna, seQura e Alma. Ao usar esses serviços, os pagamentos são adiados imediatamente e sem juros, na Espanha, tarifas costumam ser cobradas apenas se o cliente atrasar o pagamento. Esses termos favoráveis contribuíram para que BNPL já seja usado em 5% das compras online em lojas de e-commerce espanholas.
Débito automático
Diferentemente de transferências bancárias, em que o cliente inicia o envio de dinheiro ao beneficiário, o débito automático é uma forma de pagamento que permite que empresas façam cobranças automáticas. Débitos automáticos SEPA (Single Euro Payments Area) são uma boa opção para lojas de e-commerce que oferecem compras recorrentes na Espanha. Para empresas, maior previsibilidade de receita e menor carga operacional são os principais fatores que impulsionam a adoção de débito automático. Para clientes, a conveniência, junto com o alto nível de segurança, torna essa uma das formas de pagamento mais populares na Espanha: 77,5% dos pagamentos recorrentes são processados por débito automático.
Pagamento na entrega (COD)
Essa forma de pagamento presencial permite que o cliente pague um pedido feito em um site de e-commerce depois de recebê-lo no endereço indicado, em vez de pagar antecipadamente. Embora pagamentos em dinheiro sejam mais comuns em compras presenciais, também é possível ao comprar em lojas de e-commerce que optam por aceitar pagamento na entrega (COD). Segundo o Observatório Nacional de Tecnologia e Sociedade (ONTSI), COD foi a oitava forma de pagamento mais usada em compras online na Espanha em 2023.
Etapas para criar seu próprio negócio de e-commerce
Embora cada projeto seja único, a estrutura para criar um negócio de e-commerce se baseia nos mesmos princípios fundamentais. A seguir estão as nove etapas principais para transformar sua ideia em um negócio de e-commerce:
Etapa 1: Defina a identidade de marca do seu e-commerce
A identidade da sua marca é o primeiro passo para diferenciar o que você oferece do que seus concorrentes oferecem. Reserve um tempo para escolher o nome da empresa e desenvolver uma identidade visual consistente. Confirme que o domínio do site está disponível e que combina com sua marca, já que ele será sua principal vitrine online.
Etapa 2: Escolha um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS)
Um CMS é o software que permite criar, gerenciar e manter seu site sem precisar escrever seu próprio código a cada mudança. É importante escolher uma plataforma intuitiva, segura e confiável, porque ela será a ferramenta que você vai usar no dia a dia para publicar produtos, gerenciar estoque e processar pedidos de clientes. A seguir, alguns dos CMSs mais comuns na Espanha:
- Shopify: essa plataforma permite criar uma loja online e vender para clientes no mundo todo sem investir em recursos de desenvolvimento. Embora todos os planos da Shopify sejam pagos, os preços são bem competitivos. Em janeiro de 2026, já existiam mais de 50.000 lojas online na Espanha criadas com Shopify (mais do que o dobro do que havia em meados de 2023).
- PrestaShop: essa plataforma de processo aberto oferece um nível maior de personalização, mas tem uma curva de aprendizado um pouco mais íngreme. Em muitos casos, PrestaShop é a opção preferida para lojas de e-commerce com alguma familiaridade com programação e desenvolvimento.
- WooCommerce: é o principal plugin de e-commerce do WordPress, o CMS gratuito que está por trás de mais de 43% de todos os sites. Se você decidir criar seu site no WordPress, WooCommerce facilita transformar um site padrão em uma loja totalmente funcional. O WooCommerce, assim como o WordPress, é gratuito para instalar, e você paga apenas uma pequena porcentagem de cada pagamento processado na sua loja de e-commerce.
Etapa 3: Monte sua infraestrutura técnica
Se você optar por uma plataforma de processo aberto (como WooCommerce ou PrestaShop), vai precisar de um lugar para hospedar seu site de e-commerce. Hospedagem é o espaço onde os arquivos da sua loja ficam, e a confiabilidade é um fator crítico: um servidor lento não só frustra usuários e reduz vendas como também piora seu posicionamento em mecanismos de busca como o Google. Escolha um provedor que ofereça velocidade, estabilidade e backups automáticos.
Etapa 4: Projete uma experiência do usuário (IU) envolvente e funcional
O design da sua loja de e-commerce é o seu cartão de visita para clientes em potencial. Pense no seu site como se fosse uma loja física: se for difícil encontrar um produto ou se o processo de pagamento for complexo, o cliente vai procurar outra loja. O design deve priorizar usabilidade, com uma interface limpa, menus intuitivos, botões de compra fáceis de localizar e descrições de item completas.
Etapa 5: Garanta a conformidade com regulamentações
Além das obrigações tributárias e jurídicas que valem para lojas físicas, vendas online são reguladas por normas específicas do ambiente digital, como a LSSI. Lembre que seu site de e-commerce precisa ter páginas com políticas de envio, devolução e garantia e também um sistema de consentimento de cookies (além do aviso de cookies) para respeitar a privacidade de usuários.
Etapa 6: Reduza a incerteza do comprador
Uma estratégia de conteúdo bem feita não só descreve o que você oferece, como também antecipa dúvidas do comprador. Crie uma seção de perguntas frequentes (FAQ) para responder dúvidas comuns sobre envio e devoluções e habilite canais diretos de atendimento, como chat em tempo real ou um número de WhatsApp dedicado.
Etapa 7: Simplifique o checkout
O checkout é uma etapa importante para alcançar uma boa taxa de conversão no seu negócio de e-commerce. Se o comprador não encontra a forma de pagamento que prefere ou se o checkout é lento e complicado, vendas praticamente garantidas podem ser perdidas no último momento. Em um estudo da Stripe sobre fluxos de checkout na Europa, 62% dos compradores dizem que abandonam as compras se não conseguem concluir em até dois minutos.
Etapa 8: Defina as opções e condições de envio
Mesmo quando terceirizada, a logística de envio afeta diretamente a experiência do usuário na sua loja de e-commerce. Escolha as transportadoras com as quais você vai trabalhar e estruture as tarifas com clareza, por exemplo, deixando explícito se você oferece frete grátis acima de um determinado valor. Além do custo de envio, comunique prazos estimados de entrega com base na localização do comprador antes de ele finalizar a compra.
Etapa 9: Desenvolva sua estratégia de marketing
Depois que seu negócio de e-commerce estiver no ar, você precisa garantir que clientes em potencial consigam encontrar sua loja. Para atrair tráfego qualificado, uma boa abordagem é combinar SEO (otimização orgânica para mecanismos de busca) com campanhas pagas (por exemplo, SEM) em mecanismos de busca e em rede social. Depois que as vendas começarem, fica ainda mais importante investir em retenção: em geral, é muito mais barato convencer um cliente satisfeito a voltar do que adquirir um novo cliente.
Como a Stripe impulsiona o e-commerce na Espanha
Segundo dados da Fundação BBVA, 56% das pessoas que fazem compras em uma loja de e-commerce usam celular ou tablet, enquanto os 44% restantes usam computador. Em ambos os casos, a confiança e a segurança transmitidas por alguns gateways de pagamentos influenciam positivamente a decisão de compra. É por isso que integrar uma plataforma avançada como Stripe Payments ao seu negócio pode ajudar a impulsionar o crescimento da sua loja de e-commerce.
A Stripe Payments permite aceitar as formas de pagamento preferidas dos seus clientes no comércio eletrônico. Payments, que oferece mais de 100 formas de pagamento, como cartões de crédito e cartão de débito, Bizum e carteiras digitais, está em conformidade com todas as regulamentações atuais para aceitar pagamentos de clientes em mais de 195 países e detém as certificações de segurança mais rigorosas do setor. Além disso, todo o Pacote de Otimização de Checkout (OCS) foi projetado para impulsionar o crescimento de negócios de e-commerce.
Enquanto isso, Stripe Billing, a solução da Stripe para pagamentos recorrentes, simplifica as operações de negócios de e-commerce na Espanha que vendem assinaturas ao automatizar ciclos de faturamento e simplificar as etapas para criar planos, implementar períodos de teste e gerenciar cada assinatura.
Há algum tempo, nem todo comércio eletrônico acontece via sites: rede social vem crescendo há anos como canal direto de vendas para muitos negócios de e-commerce, que precisam de soluções para receber pagamentos. Com Payment Links, você pode compartilhar páginas de pagamento hospedadas que tornam muito mais fácil vender no Instagram sem uma loja online. Essa função é crucial na Espanha, onde um terço dos compradores online fazem compras via rede social, segundo o E-shopper Barometer 2025 da SEUR.
Perguntas frequentes sobre e-commerce na Espanha
É obrigatório estar registrado como pessoa física autônoma para vender produtos ou serviços em um site de e-commerce?
Sim. Para vender produtos ou serviços em um site de e-commerce, é obrigatório se registrar como pessoa física autônoma ou abrir uma empresa para formalizar sua atividade econômica. Embora existam alguns casos em que seja possível vender online sem estar registrado como pessoa física autônoma, esses casos são realmente excepcionais e normalmente não se aplicam a quem quer vender em um site de e-commerce.
É necessário ter uma loja física vinculada a um negócio de e-commerce?
Se você vende apenas online, dá para gerenciar toda a logística de qualquer lugar, sem precisar de uma vitrine física. No entanto, a Lei 34/2002 exige que o endereço fiscal do proprietário seja claramente informado na loja online; se a atividade for realizada de casa, esse será o endereço residencial do proprietário.
Existem subsídios para criar um negócio de e-commerce na Espanha?
Sim. Existem programas voltados a apoiar o início de negócios de e-commerce por meio de subsídios, como o programa Digital Kit, que ajuda a financiar a transformação digital da sua empresa com um valor de até €29.000. Você pode usar esses fundos para criar uma loja online para vender produtos ou serviços, ou para promover seu site e ampliar seu alcance ao máximo.
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.