Modelos de receita para pagamentos integrados: uma análise por tipo de plataforma

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Os marketplaces e plataformas mais bem-sucedidos do mundo, como Shopify e DoorDash, usam o Stripe Connect para incorporar pagamentos aos seus produtos.

Saiba mais 
  1. Introdução
  2. Quais são os modelos de receita para pagamentos integrados?
    1. Margem sobre pagamentos
    2. Assinaturas com pagamentos
    3. Tarifa fixa por transação
    4. Participação em receita
    5. Produtos financeiros com valor agregado
  3. Como os modelos de receita para pagamentos integrados se diferenciam?
  4. Quais riscos afetam modelos de receita para pagamentos integrados?
  5. Como o Stripe Connect pode ajudar

Antes, os pagamentos eram gerenciados externamente. Uma empresa de software criava o produto, enquanto um banco ou provedor de pagamento cuidava da movimentação de dinheiro. Agora, muitas plataformas de software incorporam pagamentos diretamente em seus produtos e geram receita com cada transação processada por seus usuários. O modelo de receita mais adequado para sua plataforma depende do volume de pagamentos, do valor dessas transações e da sua tolerância a risco.

O mercado global de pagamentos integrados foi avaliado em quase US$ 24 bilhões em 2024 e a previsão é de que alcance cerca de US$ 193 bilhões até 2032. A seguir, explicamos os principais modelos de receita para pagamentos integrados, como eles se diferenciam e como escolher o mais adequado para sua empresa.

Destaques

  • Modelos de receita comuns para pagamentos integrados variam de tarifas fixas por transação a produtos financeiros com valor agregado.

  • O modelo de receita ideal depende dos volumes de transações da sua plataforma, da sua base de usuários e da capacidade de lidar com conformidade e avaliação de riscos.

  • Plataformas frequentemente começam com um modelo e adicionam novas fontes de receita à medida que crescem.

Quais são os modelos de receita para pagamentos integrados?

Pagamentos integrados são incorporados diretamente em uma plataforma de software para que a experiência de pagamento aconteça dentro do produto, usando a mesma interface, login e fluxo de trabalho. Plataformas que incorporam pagamentos podem monetizar essa funcionalidade de várias maneiras diferentes. Plataformas mais maduras tendem a usar mais de um modelo de receita.

Estes são os principais tipos de modelos de receita para pagamentos integrados.

Margem sobre pagamentos

A plataforma cobra de seus usuários uma tarifa por transação superior ao próprio custo de processamento e fica com a diferença. Se o operador cobrar da plataforma 2,5% por transação e a plataforma faturar de seus usuários 3,2%, a diferença (0,7%) será a margem da plataforma em cada pagamento processado. Em escala, mesmo uma margem modesta pode se transformar em uma receita significativa. Porém, usuários que pesquisam preços perceberão se sua tarifa não for competitiva, então esse modelo funciona melhor quando a plataforma oferece valor suficiente para justificar o custo do pagamento.

Assinaturas com pagamentos

Algumas plataformas incluem acesso a pagamentos em seus níveis de assinatura, em vez de cobrar por transação. Um plano mais avançado pode oferecer tarifas de processamento menores, e a plataforma aposta na receita de assinaturas para cobrir os custos por transação. Esse modelo é adequado para plataformas em que o volume de pagamentos por usuário é previsível e relativamente moderado.

Tarifa fixa por transação

A plataforma cobra um valor fixo por transação em vez de uma porcentagem, independentemente do valor da transação. Essa estrutura funciona bem para plataformas que atendem empresas com alto valor médio por pedido, em que uma tarifa percentual seria elevada demais. Uma plataforma que processa pagamentos de faturas B2B pode perceber que seus usuários aceitam muito mais pagar US$ 5 por transação do que 1,5% sobre uma fatura de US$ 10.000.

Participação em receita

Em acordos de parceria ou indicação, a plataforma encaminha usuários para um provedor de pagamento e recebe uma participação na receita gerada por esse provedor a partir desses usuários. A plataforma transfere o risco, mas ganha menos por transação do que ganharia em um modelo de margem. Esse modelo costuma atrair plataformas em estágio inicial, nas quais o peso de conformidade de uma implementação completa ainda não é financeiramente viável.

Produtos financeiros com valor agregado

Quando uma plataforma controla o fluxo de pagamentos, ela passa a ter acesso a dados transacionais e padrões de fluxo de caixa que tornam outros produtos financeiros viáveis. Plataformas podem oferecer antecipação de capital de giro, acesso a repasses instantâneos ou emissão de cartões. Esses produtos tendem a oferecer margens maiores do que o simples processamento de pagamentos.

Como os modelos de receita para pagamentos integrados se diferenciam?

A principal diferença entre os modelos de receita para pagamentos integrados está relacionada à margem versus complexidade. Margem sobre pagamentos e produtos financeiros com valor agregado geram mais receita por dólar processado, mas exigem mais infraestrutura, trabalho de conformidade e disciplina de avaliação de riscos. Participação em receita gera menos receita, mas demanda menos esforço. A posição da sua plataforma nesse espectro depende das suas capacidades.

Considere a comparação abaixo entre modelos de receita para pagamentos integrados.

Modelo de receita
Como a plataforma gera receita
Ideal para
Margem sobre pagamentos Diferença entre o custo de processamento de pagamentos e a tarifa faturada Plataformas com alto volume
Assinatura com pagamentos Tarifas mensais ou anuais fixas pelo uso da plataforma Plataformas com volume previsível e moderado de usuários
Tarifa fixa por transação Tarifa fixa por pagamento processado Plataformas B2B com alto valor médio por transação
Participação em receita Comissão por indicações ao provedor de pagamento Plataformas em estágio inicial ou modelos baseados em indicação
Produtos financeiros com valor agregado Tarifas sobre capital, repasses e cartões Plataformas maduras com dados transacionais robustos

Quais riscos afetam modelos de receita para pagamentos integrados?

Cada modelo de receita para pagamentos integrados possui limitações. Ignorá-las pode fazer com que você absorva perdas que não estavam previstas na precificação.

Considere os seguintes pontos ao escolher seu modelo de receita:

  • Exposição à conformidade: plataformas que movimentam fundos assumem obrigações relacionadas à transmissão de dinheiro em algumas jurisdições. Soluções como Stripe Connect cuidam da maior parte dos requisitos de Know Your Customer (KYC), mas a plataforma ainda pode ter obrigações relacionadas a monitoramento e prevenção a fraudes.

  • Responsabilidade por estornos e fraudes: em um modelo com margem, a plataforma frequentemente compartilha perdas causadas por fraude. Um comerciante vinculado com alta taxa de contestação pode comprometer uma parcela significativa da margem obtida pela plataforma com processamento.

  • Sensibilidade de usuários a preços: plataformas que cobram tarifas acima da média do mercado precisam justificar esse custo por meio do valor agregado do produto. Quando usuários atingem determinado porte, alguns podem tentar negociar diretamente com adquirentes.

  • Risco de concentração de receita: plataformas que dependem da receita de pagamentos de poucos usuários com alto volume assumem um risco considerável. Se um deles sair ou renegociar condições, o impacto sobre a receita de pagamentos pode ser severo.

  • Cronograma do fluxo de caixa: dependendo de como os fundos circulam, plataformas podem manter valores em nome de comerciantes vinculados durante períodos de liquidação de fundos. Isso representa uma consideração de liquidez e, em algumas jurisdições, também regulatória.

Como o Stripe Connect pode ajudar

O Stripe Connect coordena a movimentação de fundos entre múltiplas partes para plataformas de software e marketplaces. Ele oferece onboarding rápido, componentes integrados, repasses globais e muito mais.

Com o Connect, você pode:

  • Lançar em semanas: Use funcionalidades hospedadas pela Stripe ou incorporadas para entrar em operação mais rapidamente e evitar os custos iniciais e o tempo de desenvolvimento normalmente necessários para a facilitação de pagamentos.

  • Gerenciar pagamentos em escala: Use ferramentas e serviços da Stripe para que você não precise dedicar recursos extras a relatórios de margem, informes fiscais, gestão de risco, formas de pagamento globais ou conformidade no onboarding.

  • Crescer globalmente: Ajude seus usuários a alcançar mais clientes no mundo todo com formas de pagamento locais e a capacidade de calcular facilmente imposto sobre vendas, imposto sobre valor agregado (IVA) e imposto sobre bens e serviços (GST).

  • Criar novas fontes de receita: Otimize a receita de pagamentos cobrando taxas em cada transação. Monetize os recursos da Stripe ao habilitar pagamentos presenciais, repasses instantâneos, cobrança de imposto sobre vendas, financiamento, cartões de despesas e muito mais em sua plataforma.

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O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.

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