Um número BIN, ou Número de Identificação Bancária, é a sequência inicial de seis a oito dígitos que aparece em um cartão de crédito, cartão de débito ou outro cartão de pagamento. Essa sequência identifica o emissor do cartão e facilita transações financeiras eletrônicas, garantindo que a cobrança seja enviada ao banco correto para pagamento.
Além de identificar o banco emissor, o BIN também pode fornecer informações sobre o tipo de cartão (por exemplo, cartão-presente, de crédito, débito ou cartão-presente), o nível do cartão (por exemplo, padrão, ouro ou platina) ou a localização geográfica da instituição emissora. Em transações eletrônicas, os números BIN desempenham uma função fundamental na segurança, na prevenção de fraude e no combate ao roubo de identidade. Eles ajudam a verificar a autenticidade do cartão utilizado e permitem que os processadores de pagamento apliquem processos adequados de gerenciamento de risco.
Ataques BIN são uma forma de fraude com cartão de crédito em que cibercriminosos usam métodos de força bruta para adivinhar combinações válidas de informações de cartões de crédito. Somente em 2024, estima-se que 62 milhões de americanos tenham sido afetados por fraudes com cartão de crédito. Durante um ataque BIN, os criminosos testam sistematicamente diversas combinações de números de cartão, datas de validade e valores de verificação do cartão (CVVs). Quando encontram uma combinação funcional, testam o cartão realizando pequenas compras. Esses ataques podem resultar em perdas financeiras, danos à reputação e interrupções operacionais para as empresas.
A seguir, vamos abordar o que as empresas precisam saber sobre ataques BIN, incluindo como eles funcionam e como preveni-los.
O que vamos abordar neste artigo?
- Como funcionam os ataques BIN?
- Quais empresas são mais vulneráveis a ataques BIN?
- Como prevenir e mitigar ataques BIN
- Práticas recomendadas para proteger sua empresa contra ataques BIN
- Como o Stripe Connect pode ajudar
Como funcionam os ataques BIN?
Ataques BIN envolvem agentes fraudulentos explorando o BIN para gerar números válidos de cartões de crédito ou débito para fins ilícitos. O BIN é a sequência inicial de seis a oito números em um cartão de crédito ou débito que identifica o banco emissor e o tipo de cartão. Veja como esses ataques ocorrem:
Identificação de BIN: Os atacantes primeiro adquirem os BINs de bancos específicos ou emissores de cartões. Isso pode ser feito de diferentes formas, como a compra de listas de BIN na dark web, a extração a partir de dados de cartões roubados ou o uso de informações disponíveis publicamente.
Geração de números de cartão: Os atacantes geram números completos de cartão ao acrescentar dígitos gerados aleatoriamente ao BIN e calcular o dígito verificador apropriado (geralmente o último dígito) usando o algoritmo de Luhn, que é uma fórmula utilizada para validar diversos números de identificação. Atacantes BIN mais sofisticados podem usar scripts automatizados ou bots para gerar e testar milhares de números de cartão, aumentando a eficiência e a escala dos ataques.
Tentativas de validação: Os atacantes testam os números de cartão gerados em sites, geralmente aqueles com medidas de segurança fracas ou em que o processo de verificação não envolve imediatamente uma transação. Exemplos disso incluem adicionar um cartão a uma carteira digital ou verificar a validade do cartão em determinadas plataformas online.
Exploração: Uma vez identificado um número de cartão válido, agentes fraudulentos podem usá-lo para realizar compras ou transações não autorizadas até que o cartão seja bloqueado ou a fraude seja detectada pelo titular do cartão ou pelo banco emissor. Esses agentes podem usar os dados do cartão para fazer compras online, criar cartões falsificados ou vender as informações na dark web.
Esses ataques podem gerar perdas financeiras para clientes e empresas, prejudicar a confiança nas instituições financeiras e aumentar os custos operacionais relacionados à detecção e prevenção de fraudes.
Quais empresas são mais vulneráveis a ataques BIN?
As empresas mais suscetíveis a ataques BIN geralmente são aquelas que processam um alto volume de transações online e podem não contar com processos rigorosos de verificação. Elas podem incluir as seguintes:
Varejistas online: Empresas do e-commerce que aceitam pagamentos online são frequentemente alvo de ataques BIN devido ao maior volume de transações e ao potencial de anonimato nas compras online.
Vendedores de bens digitais: Empresas que vendem bens digitais como software, música ou vídeos estão em risco porque produtos digitais podem ser obtidos rápida e facilmente, tornando-se um alvo atraente para agentes fraudulentos.
Negócios de viagens e hospitalidade: Companhias aéreas, hotéis e agências de viagens são suscetíveis a ataques BIN, pois frequentemente lidam com transações de alto valor e clientes internacionais, dificultando a detecção de atividades fraudulentas.
Empresas de jogos e apostas: As plataformas de jogos de azar e jogos online são alvos frequentes de ataques BIN devido à natureza instantânea e de alto valor das transações, bem como ao potencial de anonimato.
Serviços estabelecidos em assinatura: Empresas que oferecem serviços estabelecidos em assinatura, como plataformas de streaming ou sites de associação, estão em risco porque agentes fraudulentos podem explorar modelos de cobrança recorrente para realizar transações fraudulentas ao longo de um período prolongado.
Instituições financeiras: Bancos e instituições financeiras podem ser alvo de ataques BIN, já que agentes fraudulentos buscam explorar fragilidades nos sistemas de processamento de pagamentos e realizar transações não autorizadas.
Processadores de pagamento: Empresas que realizam o processamento de pagamentos para outros negócios também são vulneráveis a ataques BIN, pois uma violação em seus sistemas pode ter consequências graves para as empresas e seus clientes.
Como prevenir e mitigar ataques BIN
Análise comportamental e machine learning: Implemente modelos avançados de machine learning e análises comportamentais para detectar padrões de transação anômalos. Esses sistemas podem aprender com dados históricos de transações, reconhecer padrões que indicam atividade fraudulenta e adaptar-se a novas ameaças ao longo do tempo.
Tokenização e criptografia: Além da criptografia básica, utilize a tokenização para substituir dados sensíveis do cartão por um identificador único (token) que não tem valor caso seja comprometido. Garanta que a tokenização seja aplicada em todos os sistemas nos quais os dados do cartão são processados ou armazenados. Considere empregar métodos criptográficos avançados, como a criptografia homomórfica, que permite realizar cálculos sobre dados criptografados, fornecendo uma camada adicional de segurança.
3D Secure 2: Implemente a versão mais recente do 3D Secure, que adiciona outra camada de autenticação para transações online e oferece uma experiência do usuário mais simplificada, ao mesmo tempo em que proporciona recursos mais robustos de prevenção a fraudes.
Detecção de fraudes em nível de rede: Utilize análises avançadas em nível de rede para detectar e prevenir ataques BIN. Isso pode incluir a análise do tráfego de rede em busca de padrões suspeitos, o monitoramento de sinais de exfiltração de dados e a implementação de um sistema avançado de detecção de intrusões (IDS).
Segurança de endpoints: Assegure que todos os endpoints, especialmente os envolvidos no processamento de transações, estejam protegidos com plataformas avançadas de proteção de endpoints (EPPs) que incluem antivírus de última geração, detecção e resposta de endpoints (EDR) e modelos de segurança de confiança zero.
Segurança avançada de aplicações: Empregue medidas abrangentes de segurança de aplicações, incluindo auditorias regulares de código, criptografia em nível de aplicação e firewalls de aplicações web (WAFs) configurados para detectar e bloquear padrões de ataque específicos de ataques BIN.
Inspeção profunda de pacotes (DPI): Use DPI no perímetro da rede para examinar o tráfego de entrada e saída na camada do aplicativo. Isso pode ajudar a identificar e bloquear pacotes potencialmente mal-intencionados que possam fazer parte de um ataque BIN.
Autenticação rigorosa: Incorpore métodos de verificação biométrica, como impressão digital ou reconhecimento facial, para camadas adicionais de autenticação, especialmente em alterações de formas de pagamento. Para transações de alto risco, considere implementar autenticação baseada em consentimento, na qual o usuário deve aprovar explicitamente a transação por meio de um canal separado e seguro.
Pontuação de risco baseada em IA: Desenvolva ou integre sistemas baseados em IA que atribuam pontuações de risco a transações em tempo real com base em uma variedade de fatores, incluindo comportamento do usuário, identificação do dispositivo e contexto da transação. Transações com altas pontuações de risco podem acionar verificações adicionais ou ser totalmente bloqueadas.
Análise multicanal e de geolocalização: Realize análises em diferentes canais (por exemplo, online, dispositivos móveis e em loja) para detectar padrões e conexões em atividades fraudulentas. Essa visão holística pode revelar esquemas sofisticados de fraude que exploram múltiplos canais. Também analise os dados de geolocalização das transações para detectar discrepâncias, como um cartão sendo usado em dois locais distantes dentro de um período de tempo improvável.
Blockchain para segurança de transações: Explore o uso da tecnologia blockchain por seus recursos de imutabilidade e transparência para proteger as transações. Contratos inteligentes podem ser empregados para aplicar automaticamente as regras de transação, reduzindo o potencial de fraude.
Práticas recomendadas para proteger sua empresa contra ataques BIN
Segmente sua rede: Divida sua rede em segmentos para limitar a propagação de possíveis invasões e facilitar um monitoramento mais focado. Monitore segmentos que processam informações de pagamento confidenciais para detectar e responder a atividades incomuns prontamente.
Mantenha-se atualizado sobre inteligência de ameaças: Utilize feeds de inteligência de ameaças em tempo real para se manter atualizado sobre as táticas mais recentes de ataques BIN e os indicadores de comprometimento (IOCs). Essas informações podem ajudar a atualizar as medidas defensivas e a responder de forma eficaz a novas ameaças.
Planeje uma resposta proativa a incidentes: Tenha um plano sofisticado de resposta a incidentes, projetado especificamente para lidar com ataques BIN. Ele deve incluir procedimentos para detecção rápida, contenção, erradicação e recuperação, juntamente com estratégias de comunicação para as partes interessadas.
Reavalie continuamente os protocolos de segurança: Avalie regularmente sua postura de segurança por meio de testes de penetração, avaliações de vulnerabilidade e auditorias de segurança para identificar e resolver possíveis fraquezas que poderiam ser exploradas em um ataque BIN.
Como o Stripe Connect pode ajudar
O Stripe Connect coordena o movimento de dinheiro entre várias partes para plataformas de software e marketplaces. Ele oferece onboarding rápido, componentes incorporados, pagamentos globais e outros recursos.
O Connect pode ajudar a:
Realizar o seu lançamento em semanas: use funcionalidades hospedadas ou incorporadas da Stripe para começar para valer mais rápido e evitar os custos iniciais, além de economizar o tempo de desenvolvimento normalmente exigidos para soluções de pagamentos.
Gerenciar pagamentos em escala: use ferramentas e serviços da Stripe para não precisar dedicar recursos extras a relatórios de margem, informes fiscais, riscos, formas de pagamento globais ou conformidade de onboarding.
Crescer globalmente: ajude seus usuários a alcançar mais clientes em todo o mundo com formas de pagamentos locais e a capacidade de calcular facilmente imposto sobre vendas, IVA e GST.
Criar novas linhas de receita: otimize a receita de pagamentos recolhendo tarifas cobradas em cada transação. Monetize as funcionalidades da Stripe, permitindo pagamentos presenciais, repasses instantâneos, cobrança de impostos sobre vendas, financiamento, cartões de despesas e muito mais em sua plataforma.
Saiba mais sobre o Stripe Connect ou comece já.
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.