Pagamentos integrados permitem que empresas (ou seja, negócios de grande porte e complexos) controlem a camada de transações dentro de seus próprios produtos. Grandes marcas podem coletar pagamentos, direcionar fundos e gerenciar repasses sem enviar os usuários para um checkout de terceiros. O mercado de pagamentos integrados está crescendo e a previsão é que atinja US$ 430,29 bilhões globalmente até 2033. Em escala empresarial, os pagamentos integrados interagem com sistemas financeiros já estabelecidos, multiplicam as obrigações de conformidade e exigem alinhamento entre as equipes de finanças, jurídico e produto antes mesmo que uma única linha de código seja escrita.
A seguir, analisaremos mais detalhadamente o que são pagamentos integrados, como funcionam em escala corporativa e o que considerar ao escolher um provedor de pagamentos para um programa empresarial.
Destaques
Empresas de grande porte que integram pagamentos podem capturar receita de transações, aumentar a retenção de clientes e consolidar sua oferta de produtos.
Empresas que adotam pagamentos integrados precisam planejar a responsabilidade pela conformidade, exposição a fraudes, complexidade de execução e alinhamento interno antes do lançamento.
Escolher o provedor de pagamentos adequado é uma decisão estratégica que pode impactar o futuro do negócio. Empresas de grande porte precisam avaliar o suporte à conformidade, a flexibilidade no fluxo de fundos e as condições contratuais.
O que são pagamentos integrados para empresas?
Pagamentos integrados são funcionalidades de pagamento, como aceitação, desembolso ou ambos, incorporadas diretamente a um produto não financeiro. O conceito central é o mesmo para empresas de grande porte e operações menores, mas os detalhes costumam ser mais complexos.
Por que empresas de grande porte abordam pagamentos integrados de forma diferente de empresas menores?
Uma startup que integra pagamentos pode processar algumas milhares de transações por mês por meio de uma única integração. Uma marca corporativa pode operar dezenas de linhas de produtos em múltiplas localidades geográficas, com fluxos de pagamento que envolvem subsidiárias, vendedores terceirizados, sistemas de compras corporativas e setores regulados simultaneamente.
Veja o que muda para marcas corporativas:
A infraestrutura existente é mais difícil de alterar: os sistemas empresariais são profundamente integrados e normalmente incluem plataformas de planejamento de recursos empresariais (ERP), ferramentas de gestão de tesouraria e camadas de relatórios financeiros. Os pagamentos integrados precisam se adequar a essa arquitetura.
As obrigações de conformidade se multiplicam: uma empresa atuando em serviços financeiros, saúde ou contratos governamentais enfrenta restrições regulatórias que empresas menores dificilmente enfrentam. Exigências de Conheça Seu Cliente (KYC), obrigações de Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD) e regras de residência de dados tornam-se variáveis no desenho dos pagamentos.
Mais partes interessadas precisam concordar: em empresas de grande porte, decisões relacionadas a pagamentos envolvem as áreas de finanças, jurídico, produto e segurança. Construir alinhamento entre esses grupos pode ser uma das etapas mais desafiadoras da iniciativa.
As consequências de eventuais erros são maiores: falhas em pagamentos afetam o reconhecimento de receitas, o relacionamento com fornecedores e, em alguns casos, a situação regulatória.
Quais são os benefícios dos pagamentos integrados para marcas corporativas?
Pagamentos integrados podem gerar valor para marcas corporativas de formas que vão além do que plataformas menores normalmente experimentam.
Se você opera uma plataforma em nível corporativo, considere o seguinte:
Receita proveniente dos próprios pagamentos: quando uma plataforma corporativa processa pagamentos para seus usuários ou clientes, ela captura a economia das transações que, de outra forma, seria destinada a um banco ou provedor de pagamentos independente. Dependendo da estrutura do seu negócio, isso pode significar receita de intercâmbio, tarifas de software aplicadas sobre o volume transacionado, ou ambos. Em escala corporativa, mesmo margens modestas por transação se acumulam rapidamente.
Maior retenção de clientes: plataformas que processam pagamentos facilitam a permanência dos usuários. Um negócio que aceita pagamentos pelo seu software, recebe repasses pela sua plataforma e faz reconciliação por meio das suas ferramentas de relatórios integra profundamente sua operação à sua empresa. O custo de migração pode aumentar substancialmente.
Dados aprimorados: dados de pagamento estão entre os dados empresariais mais valiosos disponíveis. Quando permanecem dentro da sua plataforma, em vez de um provedor externo, é possível obter maior visibilidade sobre padrões de transação, comportamento do cliente e saúde do negócio.
Consolidação para os clientes: uma plataforma que processa pagamentos elimina uma decisão de aquisição, uma negociação contratual e uma integração da lista de tarefas dos compradores corporativos. Isso representa uma vantagem concreta para o seu negócio em negociações competitivas.
Como funcionam os pagamentos integrados em escala corporativa?
Muitas plataformas corporativas não constroem infraestrutura de pagamentos do zero. Em vez disso, trabalham com um provedor de pagamentos e constroem sobre a infraestrutura desse provedor. O Stripe Connect, por exemplo, permite que plataformas faça onboarding de seus próprios usuários como Contas Conectadas, direcionem fundos entre as partes e gerenciem repasses, enquanto a Stripe assume as obrigações regulatórias e de rede subjacentes. Plataformas corporativas com estruturas de marketplace ou multipartes podem definir como os fundos circulam sem a necessidade de uma licença de transferência financeira.
A empresa é proprietária do software da plataforma. Grandes empresas precisam conectar sistemas de pagamento a plataformas de ERP, ferramentas de gestão de tesouraria e infraestrutura de relatórios financeiros. Esse trabalho é quase sempre personalizado e pode atrasar os cronogramas de implementação. As empresas devem planejar cuidadosamente a experiência de onboarding, os requisitos de KYC e as preferências de repasse para seus usuários finais ao configurar pagamentos.
Quais são os riscos dos pagamentos integrados para marcas corporativas?
Pagamentos integrados trazem novas responsabilidades para marcas corporativas. Veja o que sua empresa precisa planejar antes de adotar pagamentos integrados:
Responsabilidade pela conformidade: ao integrar pagamentos à sua plataforma, é necessário considerar a cadeia regulatória. Isso pode envolver a realização de KYC nos negócios que utilizam sua plataforma, o monitoramento de transações suspeitas ou o envio de relatórios a órgãos reguladores. A extensão das suas obrigações depende da sua estrutura e localização geográfica.
Exposição a fraudes e contestações: plataformas que direcionam pagamentos precisam considerar a responsabilidade por estornos, contas fraudulentas em sua plataforma e contestações entre compradores e vendedores. Taxas de fraude que parecem gerenciáveis em pequena escala podem representar exposição financeira significativa quando o volume é elevado.
Complexidade de execução: gerenciar um programa de pagamentos integrados exige trabalho contínuo para monitorar a saúde das transações, lidar com escalonamentos de suporte, gerenciar repasses malsucedidos e acompanhar mudanças das bandeiras de cartão e órgãos reguladores. Marcas corporativas que subestimam esse esforço contínuo podem enfrentar dificuldades após o lançamento.
Risco de concentração: o direcionamento de um grande volume de transações por meio de uma única infraestrutura de pagamentos cria dependência. Isso é válido para qualquer parceiro de infraestrutura, mas vale a pena se planejar para isso.
Desalinhamento interno: iniciativas de pagamentos integrados que não possuem uma definição clara de responsabilidade entre as equipes de finanças, produto e jurídico podem enfrentar dificuldades ou paralisar após o lançamento.
O que marcas corporativas precisam observar em uma solução de pagamentos integrados?
Trocar de infraestrutura após estruturar um programa sobre ela implica reengenharia de integrações, migração de usuários com novos processos de onboarding e verificações de conformidade, além de absorver a disrupção decorrente. É fundamental acertar na escolha desde o início.
Veja o que deve ser considerado ao escolher uma solução de pagamentos integrados:
A infraestrutura suporta seu volume e presença geográfica? Marcas corporativas frequentemente processam pagamentos em múltiplas moedas e mercados. Seu provedor de pagamentos precisa oferecer suporte às formas de pagamento realmente utilizadas por seus clientes, liquidar nas moedas de sua necessidade e manter a disponibilidade de que seu negócio depende.
Qual o nível de suporte em conformidade oferecido pelo provedor? KYC, monitoramento de PLD e triagem de sanções costumam ser o ponto de partida, mas a abrangência do suporte fornecido pelos provedores varia amplamente. Compreender exatamente onde termina a responsabilidade do provedor e começa a sua é fundamental antes de tomar uma decisão.
Quão flexível é a lógica de fluxo de fundos? Pagamentos multipartes são comuns em casos de uso corporativos — seja uma plataforma cobrando uma tarifa, um vendedor recebendo um repasse ou um comprador sendo reembolsado. A capacidade de definir e ajustar esses fluxos de fundos automaticamente é uma verdadeira vantagem.
Quais ferramentas de relatório e reconciliação estão disponíveis? As equipes financeiras corporativas precisam reconciliar os dados de pagamento com seus próprios sistemas. Provedores que oferecem dados transacionais detalhados e exportáveis em formatos compatíveis com ferramentas padrão de ERP e contabilidade podem reduzir o trabalho manual.
Como é, na prática, a integração? É recomendável escolher um provedor que já tenha realizado esse processo com empresas de porte semelhante, que disponha de suporte corporativo dedicado e possa fornecer referências. A qualidade da documentação demonstra o grau de importância que o provedor atribui à experiência do desenvolvedor.
Quais são os termos contratuais em escala corporativa? Compromissos de volume, alocação de responsabilidade, acordos de nível de serviço (SLAs) e disposições sobre propriedade de dados podem ser diferentes em contratos corporativos em comparação aos termos de serviço padrão. Vale a pena negociar esses pontos com cautela, envolvendo o jurídico desde o início.
Como o Stripe Connect pode ajudar
O Stripe Connect coordena a movimentação de fundos entre múltiplas partes para plataformas de software e marketplaces. Ele oferece onboarding rápido, componentes integrados, repasses globais e muito mais.
Com o Connect, você pode:
Lançar em semanas: Use funcionalidades hospedadas pela Stripe ou incorporadas para entrar em operação mais rapidamente e evitar os custos iniciais e o tempo de desenvolvimento normalmente necessários para a facilitação de pagamentos.
Gerenciar pagamentos em escala: Use ferramentas e serviços da Stripe para que você não precise dedicar recursos extras a relatórios de margem, informes fiscais, gestão de risco, formas de pagamento globais ou conformidade no onboarding.
Crescer globalmente: Ajude seus usuários a alcançar mais clientes no mundo todo com formas de pagamento locais e a capacidade de calcular facilmente imposto sobre vendas, imposto sobre valor agregado (IVA) e imposto sobre bens e serviços (GST).
Criar novas fontes de receita: Otimize a receita de pagamentos cobrando taxas em cada transação. Monetize os recursos da Stripe ao habilitar pagamentos presenciais, repasses instantâneos, cobrança de imposto sobre vendas, financiamento, cartões de despesas e muito mais em sua plataforma.
Saiba mais sobre o Stripe Connect ou comece hoje mesmo.
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.