Criação de uma stablecoin: do conceito ao lançamento

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Saiba mais 
  1. Introdução
  2. Como criar uma stablecoin?
    1. Defina a referência de valor
    2. Escolha o modelo de garantia
    3. Defina a estrutura de governança
    4. Construa a pilha técnica
  3. Qual infraestrutura é necessária para lançar uma stablecoin?
    1. Contratos inteligentes
    2. Sistemas de gestão de reservas
    3. Controles de conformidade e identidade
    4. Carteiras, pagamentos e integrações
    5. Segurança e controles
  4. Como o design afeta a confiança e a usabilidade?
  5. Quais riscos surgem durante a criação de uma stablecoin?
  6. Como organizações podem planejar um projeto de stablecoin?
  7. Como o Stripe Payments pode ajudar

Até meados de 2025, estima-se que US$ 250 bilhões em stablecoins tenham sido emitidos. O desenvolvimento de stablecoins combina desenho financeiro, arquitetura técnica e conformidade. O processo não é simples, e as equipes precisam equilibrar mecanismos, riscos e planejamento, começando com um roteiro prático.

A seguir, abordaremos os fundamentos de como criar uma stablecoin: a infraestrutura por trás dela, por que o design é importante e os riscos envolvidos. Veja o que é importante saber.

O que vamos abordar neste artigo?

  • Como criar uma stablecoin?
  • Qual infraestrutura é necessária para lançar uma stablecoin?
  • Como o design afeta a confiança e a usabilidade?
  • Quais riscos surgem durante a criação de uma stablecoin?
  • Como organizações podem planejar um projeto de stablecoin?
  • Como o Stripe Payments pode ajudar

Como criar uma stablecoin?

Para criar uma stablecoin, as empresas devem primeiro definir qual problema a moeda vai resolver. Isso pode ser pagamentos internacionais mais rápidos, liquidação de fundos mais barata, liquidez na blockchain ou uma moeda de circuito fechado dentro de uma plataforma. Depois de definir o caso de uso, veja como estruturar sua stablecoin:

Defina a referência de valor

As stablecoins geralmente se vinculam a um valor de um para um com uma moeda relevante, como o dólar americano ou o euro. Algumas se vinculam a commodities (o ouro é uma escolha comum) quando se busca algo diferente de moeda fiduciária.

Escolha o modelo de garantia

A referência de valor só importa se for possível mantê-la. É aí que entram quatro modelos comuns:

  • Com garantia em moeda fiduciária: dinheiro ou títulos públicos de curto prazo ficam em reserva junto a uma instituição depositária. Para cada token, a entidade emissora mantém pelo menos um valor equivalente em moeda fiduciária ou em ativos de alta qualidade equivalentes a caixa.

  • Com garantia em cripto: usuários compram ou vendem uma criptomoeda de reserva, geralmente criando uma garantia excessiva que absorve oscilações de mercado. Se o valor da garantia cair, o sistema pode, em alguns casos, liquidar posições automaticamente para manter a cobertura do token.

  • Com garantia em commodities: a entidade emissora mantém o ativo físico e emite tokens com base nele.

  • Algorítmica: não há reservas, e o sistema expande ou contrai a oferta para direcionar o preço. Quando o preço sobe acima do valor de referência, a oferta aumenta; quando cai, o sistema tenta reduzi-la. É rápido e elegante na teoria, mas pode se mostrar frágil na prática se a confiança diminuir.

Defina a estrutura de governança

Estabeleça uma parte responsável pela governança que tome decisões sobre questões como emissão e queima de tokens, ajuste de parâmetros de risco, resposta a emergências e divulgação de informações. Essa parte pode ser uma empresa, uma fundação ou uma comunidade descentralizada, mas as regras devem ser explícitas. A governança faz parte da rede de segurança da moeda.

Construa a pilha técnica

Defina qual blockchain será utilizada antes de escrever o código. Contratos inteligentes podem gerenciar a emissão e o resgate e aplicar as políticas de reserva. Integrações com carteiras e pagamentos tornam a moeda utilizável desde o início.

Qual infraestrutura é necessária para lançar uma stablecoin?

O lançamento de uma stablecoin exige uma pilha completa de sistemas que mantenham a moeda estável, em conformidade e utilizável. A infraestrutura conecta a blockchain a bancos, custodiantes, verificações de identidade, carteiras e redes de pagamento.

Contratos inteligentes

Muitas stablecoins começam com um contrato inteligente que gerencia a emissão, a queima e as transferências. Se estiver desenvolvendo em uma blockchain relevante como o Ethereum, é recomendável seguir um padrão de token para que carteiras e aplicações possam utilizá-la imediatamente.

Se estiver desenvolvendo um modelo com garantia em cripto ou algorítmico, contratos inteligentes são necessários. É possível incluir cofres para garantias, oráculos de preço que transmitem informações off-chain para a blockchain, lógica de liquidação e módulos de governança. Esses contratos devem ser auditados, monitorados e projetados para atualizações seguras.

Sistemas de gestão de reservas

Se a moeda for garantida por moeda fiduciária ou commodities, é necessário ter custódia segura para os ativos subjacentes. Isso envolve relações com bancos ou instituições fiduciárias, reconciliação automatizada entre sistemas on-chain e off-chain e fluxos claros para emissão quando os fundos chegam e queima quando os tokens são resgatados.

Projetos com garantia em cripto substituem bancos por contratos de garantia na blockchain, mas ainda precisam de oráculos bem integrados e dashboards para exibir o status das reservas em tempo real. Em ambos os modelos, a transparência é uma parte central da infraestrutura, não um complemento.

Controles de conformidade e identidade

Stablecoins operam no ponto de encontro entre cripto e finanças tradicionais. A infraestrutura de conformidade, para aspectos como Conheça Seu Cliente (KYC) e Prevenção à Lavagem de Dinheiro (PLD), é essencial. Muitas entidades emissoras exigem KYC para emissão e resgate, realizam verificações de PLD e de sanções nos fluxos vinculados às reservas e se preparam para relatórios periódicos aos órgãos reguladores.

Esses sistemas devem se integrar de forma eficiente à pilha técnica para que a conformidade não se torne um gargalo.

Carteiras, pagamentos e integrações

O acesso de usuários é tão importante quanto o próprio token. Muitas stablecoins dependem de carteiras existentes, mas algumas equipes desenvolvem aplicações personalizadas ou interfaces de programação de aplicações (APIs) para facilitar a emissão, o resgate e o uso no dia a dia.

Se a stablecoin for destinada a pagamentos ou repasses, as integrações são essenciais. Empresas, ferramentas de folha de pagamento, bolsas, custodiantes e redes de pagamento precisam de uma forma simples de lidar com o token. A Stripe, por exemplo, oferece suporte a pagamentos com stablecoin em USD Coin (USDC), o que significa que entidades emissoras que seguem padrões técnicos comuns podem se integrar facilmente a redes globais de pagamento.

Segurança e controles

Nos bastidores, é necessário ter uma gestão segura de chaves para funções administrativas. Também são necessários monitoramento, planos de resposta a incidentes, registros de logs e procedimentos para atualizações ou pausas emergenciais.

Como o design afeta a confiança e a usabilidade?

Usuários podem não analisar o código, mas é importante considerar que observarão atentamente a previsibilidade da moeda, a transparência das reservas e o quão bem ela se encaixa em seus fluxos de trabalho.

É importante oferecer:

  • Reservas que sejam compreensíveis para usuários: divulgações e reservas de alta qualidade dão confiança de que a moeda manterá seu valor. Quando as reservas são difíceis de verificar ou parecem arriscadas, pode-se presumir que a referência de valor é mais frágil.

  • Resgate que funcione: um resgate consistente, relativamente rápido e ao valor nominal é um forte pilar de estabilidade — prova que o token vale US$ 1. Quando o resgate é lento, caro ou restrito, usuários passam a depender da precificação de mercado em vez das garantias do emissor, o que introduz volatilidade.

  • Uma experiência do usuário intuitiva: a escolha da blockchain, a compatibilidade com carteiras e o comportamento das tarifas determinam o quão acessível a stablecoin parece para clientes.

  • Uma governança confiável: um modelo claro sobre quem gerencia as reservas, quem pode emitir ou queimar tokens e quem responde em emergências demonstra responsabilidade. Seja centralizada ou orientada pela comunidade, a confiança aumenta quando as regras são transparentes e aplicadas de forma consistente.

Quais riscos surgem durante a criação de uma stablecoin?

Criar uma stablecoin significa gerenciar riscos financeiros, técnicos e regulatórios ao mesmo tempo. As decisões de design determinam o quão resiliente o sistema será sob pressão.

Estes são alguns riscos comuns a considerar:

  • Risco regulatório e jurídico: stablecoins operam em ambientes regulatórios dinâmicos, e uma nova lei ou exigência de licenciamento pode redefinir como uma entidade emissora pode atuar. As equipes precisam de clareza sobre jurisdição, classificação e obrigações de conformidade para evitar mudanças custosas.

  • Risco de reservas e da referência de valor: o valor de uma stablecoin pode cair se as reservas forem insuficientes, ilíquidas ou temporariamente inacessíveis, ou se a garantia perder valor mais rapidamente do que o sistema consegue reagir. Isso pode desencadear uma dinâmica de “corrida”, em que usuários tentam resgatar rapidamente antes que a referência de valor se deteriore ainda mais.

  • Risco de segurança e técnico: vulnerabilidades em contratos inteligentes, falhas em oráculos e comprometimento de chaves administrativas podem levar à perda de fundos ou à emissão não autorizada. Auditorias robustas, controles de multiassinatura e monitoramento em tempo real são importantes para evitar que pequenos problemas se tornem falhas sistêmicas.

  • Risco de mercado e adoção: baixa liquidez ou adoção inicial lenta tornam uma stablecoin mais suscetível a oscilações de preço, pois há menos participantes disponíveis para corrigir desvios. Sem uma base relevante de usuários ou integrações no ecossistema, até mesmo stablecoins bem projetadas podem ter dificuldade para manter a estabilidade.

  • Risco de governança: má gestão de reservas, autoridade de decisão pouco clara e concentração de controle entre poucas pessoas internas podem comprometer uma stablecoin. Processos de governança transparentes e controles internos sólidos reduzem a chance de que erros se tornem problemas de estabilidade.

  • Ausência de proteções tradicionais: stablecoins geralmente não contam com seguro de depósitos ou apoio de bancos centrais, portanto usuários dependem totalmente dos sistemas e das reservas da entidade emissora. Isso torna a transparência e a gestão conservadora de riscos elementos centrais para a credibilidade.

Como organizações podem planejar um projeto de stablecoin?

Alinhar com clareza o modelo econômico, a arquitetura técnica, a estratégia regulatória e a experiência do usuário pode ajudar um projeto de stablecoin a ter sucesso. Depois de criar sua stablecoin, veja o que mais é necessário para estar pronto para o lançamento:

  • Mapeie o caminho regulatório: identifique em quais jurisdições irá operar, como a stablecoin será classificada e quais licenças ou aprovações podem ser necessárias. Um planejamento jurídico antecipado reduz atrasos no lançamento e ajuda a estruturar fluxos de conformidade antes que se tornem obstáculos.

  • Selecione a pilha tecnológica: escolha a blockchain, o padrão de token, provedores de oráculos, parceiros de custódia e qualquer middleware (software que permite a comunicação entre aplicações) necessário para conectar atividades on-chain a sistemas off-chain.

  • Projete a arquitetura com foco em risco: defina como funcionarão a emissão, a queima, as reservas, a governança e os controles de emergência, e especifique como o sistema reage em cenários de estresse.

  • Teste e audite de forma rigorosa: realize simulações em condições normais e extremas, conduza testes internos e contrate auditorias independentes para contratos inteligentes e processos.

  • Planeje um lançamento em fases: comece em pequena escala, monitore a referência de valor e o comportamento dos usuários e aumente a oferta gradualmente conforme a confiança cresce. A coordenação próxima com custodiantes, participantes de mercado e parceiros ajuda o sistema a alcançar equilíbrio desde cedo.

  • Comprometa-se com governança e manutenção contínuas: estabeleça uma cadência previsível para relatórios de reservas, revisões de risco, atualizações de contratos e comunicação com usuários.

Como o Stripe Payments pode ajudar

O Stripe Payments oferece uma solução de pagamentos global e unificada que ajuda qualquer empresa — de Startups em crescimento a empresas globais — a aceitar pagamentos online, presenciais e no mundo todo. Empresas podem aceitar pagamentos com stablecoins de quase qualquer lugar do mundo, com liquidação em moeda fiduciária no saldo da Stripe.

O Stripe Payments pode ajudar você a:

  • Otimizar a experiência de checkout: criar jornadas sem atrito e economizar milhares de horas de engenharia com interfaces de pagamento pré-construídas, além de acesso a mais de 125 formas de pagamento, incluindo cripto e stablecoins.

  • Expandir para novos mercados mais rapidamente: Alcance clientes no mundo todo e reduza a complexidade e o custo da gestão multimoeda com opções de pagamento internacionais, disponíveis em 195 países com mais de 135 moedas.

  • Unificar pagamentos presenciais e online: Crie uma experiência de unified commerce entre canais online e presenciais para personalizar interações, recompensar fidelidade e aumentar a receita.

  • Melhorar o desempenho dos pagamentos: aumente a receita com uma variedade de ferramentas de pagamento personalizáveis e fáceis de configurar, incluindo proteção contra fraudes no-code e recursos avançados para melhorar as taxas de autorização.

  • Avançar mais rápido com uma plataforma flexível e confiável para crescer: construa sobre uma plataforma feita para escalar, com 99,999% de disponibilidade histórica e confiabilidade líder do setor.

Saiba mais sobre como o Stripe Payments pode impulsionar seus pagamentos presenciais e online ou comece hoje mesmo.

O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.

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