Muitas empresas que estão avaliando como usar stablecoins percebem que elas resolvem problemas do cotidiano. Elas permitem pagamentos internacionais mais rápidos, repasses globais mais simples e uma forma mais previsível de manter valor quando as moedas locais se tornam instáveis.
A seguir, explicamos como usar stablecoins: como enviá-las e recebê-las, como armazená-las com segurança e como administrar os riscos à medida que o uso aumenta.
O que você vai encontrar neste artigo?
- Como as stablecoins são usadas?
- Como funcionam as transferências de stablecoins?
- Como as empresas armazenam stablecoins com segurança?
- Quais riscos afetam o uso de stablecoins?
- Como as organizações podem incorporar stablecoins aos fluxos de trabalho?
- Como o Stripe Payments pode ajudar
Como as stablecoins são usadas?
Stablecoins, um tipo de criptomoeda criada para manter preço estável, deixaram de ser uma ferramenta cripto de nicho e viraram uma forma prática de as empresas movimentarem valor. Muitos tipos de stablecoins usados pelas empresas — embora não todos — são atrelados a uma moeda fiduciária do mundo real, como o dólar americano. A força real delas aparece quando velocidade, previsibilidade e alcance fazem diferença.
Estas são algumas das melhores formas de usar stablecoins no lugar do dinheiro tradicional:
Pagamentos internacionais e remessas rápidas: Stablecoins são liquidadas em minutos, e não em dias, sem horários de corte bancários nem múltiplos intermediários. Isso pode derrubar custos de forma expressiva — usar stablecoins em vez de uma wire transfer tradicional muitas vezes pode reduzir tarifas em 80%-90%.
Pagamentos a fornecedores, parceiros e trabalhadores: Empresas com equipes distribuídas ou cadeias de suprimento internacionais usam stablecoins para enviar pagamentos com valor previsível, sem tarifas de wire transfer nem longas esperas. Prestadores de serviços em mercados com acesso bancário limitado podem receber dólares digitais na hora e decidir, nos próprios termos, se querem manter esse valor ou convertê-lo.
Pagamentos globais de clientes: As empresas podem aceitar stablecoins de clientes que têm carteiras cripto, mas pouco acesso a cartões ou a formas de pagamento locais. Por meio de provedores como a Stripe, esses pagamentos podem ser liquidados na moeda preferida da empresa, sem precisar refazer sistemas de preço, faturamento ou cobrança.
Valor estável em economias instáveis: Em mercados de alta inflação, as empresas podem usar stablecoins atreladas ao dólar americano para proteger margens e estabilizar o fluxo de caixa. Manter valor em dólares digitais ajuda a escapar das oscilações da moeda local que, de outro modo, corroeriam a rentabilidade.
Liquidação instantânea e mais eficiência na cadeia de suprimentos: Stablecoins permitem liquidação em tempo real, encurtando ciclos de caixa e reduzindo a dependência de rotas lentas de pagamento. Algumas empresas automatizam pagamentos atrelados à entrega com contratos inteligentes, o que lhes permite liberar fundos assim que a mercadoria chega ou o trabalho é validado.
Como funcionam as transferências de stablecoins?
Stablecoins se movem no ritmo da internet e podem ser liquidadas sem intermediários. A mecânica fica simples de entender quando se dominam os conceitos básicos de carteiras, endereços e liquidação em blockchain.
Veja como a tecnologia subjacente funciona:
Configuração de carteira digital: Em muitos aspectos, a carteira funciona como uma conta bancária habilitada para cripto. Ela gera um endereço público para recebimento de fundos. As carteiras também têm chaves privadas que autorizam transferências de saída.
Início da transferência: Para enviar uma stablecoin, você informa o endereço do destinatário, escolhe o valor e seleciona a rede correta. Precisão importa: transações em blockchain não podem ser revertidas.
Confirmação em blockchain: Depois do envio, a transação é transmitida para a rede, validada pelos nós e incluída em um bloco.
Liquidação e caráter final: Após a confirmação, as stablecoins aparecem na carteira do destinatário e já podem ser gastas ou convertidas. A blockchain funciona como o livro-razão compartilhado que os dois lados conseguem verificar instantaneamente.
Como as empresas armazenam stablecoins com segurança?
Armazenar stablecoins exige tanto controles financeiros quanto boa cibersegurança. O objetivo é proteger o acesso, reduzir pontos únicos de falha e garantir que a stablecoin mantida realmente esteja lastreada por algo sólido.
Na hora de escolher a configuração de segurança, vale considerar os seguintes pontos:
Armazenamento com custódia versus autocustódia: As empresas escolhem entre manter as stablecoins por conta própria ou usar um custodiante confiável. Plataformas com custódia assumem grande parte do trabalho de segurança e logística, enquanto a autocustódia oferece controle total, mas exige gestão disciplinada de chaves e salvaguardas internas.
Armazenamento a frio para saldos maiores: Muitas empresas deixam os fundos do dia a dia em uma carteira online “hot” e transferem reservas maiores para carteiras de hardware offline (“cold”). Manter valores altos fora da internet reduz bastante o risco de ataques remotos ou comprometimento da conta.
Controles de acesso e aprovações com múltiplas assinaturas: Ferramentas como carteiras multisignature (multisig), permissões baseadas em função e exigências rígidas de autenticação multifator (MFA) criam proteção em camadas, para que nenhuma pessoa consiga mover fundos sozinha.
Stablecoins e contrapartes: Stablecoins confiáveis e lastreadas em moeda fiduciária publicam atestados regulares de reservas. Custodiantes bem administrados segregam ativos de clientes e mantêm práticas transparentes de segurança e solvência.
Monitoramento contínuo e prontidão para incidentes: As equipes acompanham a estabilidade da paridade, atualizações de reservas, correções de software e notícias regulatórias para perceber problemas cedo. Planos de contingência sólidos, como trocar de stablecoin ou congelar transferências, ajudam a empresa a reagir rápido quando algo sai do trilho.
Quais riscos afetam o uso de stablecoins?
As empresas precisam entender os pontos fracos técnicos, financeiros e regulatórios das stablecoins.
Veja o que merece atenção:
Estabilidade da paridade e perda de paridade: Stablecoins tentam manter um valor fixo, mas eventos de estresse podem romper essa paridade, mesmo que temporariamente. A queda da USDC de US$ 1 para algo perto de US$ 0,87 durante o colapso do Silicon Valley Bank em 2023 e os desvios momentâneos da Tether (USDT) em períodos de volatilidade mostram que até emissores grandes podem balançar sob pressão.
Exposição ao emissor e às reservas: Stablecoins lastreadas em moeda fiduciária dependem da capacidade do emissor de proteger as reservas. As empresas precisam avaliar a qualidade dessas reservas — caixa e títulos do Tesouro de curto prazo são substancialmente mais seguros do que ativos opacos — e revisar relatórios de atestação para confirmar que a stablecoin está de fato lastreada.
Risco de custodiante e de contraparte: Manter stablecoins em uma exchange ou em uma plataforma de terceiros introduz risco de solvência e risco de segurança. Se essa plataforma sair do ar ou for comprometida, seus fundos podem ficar presos em processos de falência ou simplesmente se perder, já que saldos em stablecoin normalmente não têm seguro governamental.
Incerteza regulatória entre mercados: Stablecoins estão inseridas em um cenário regulatório em movimento, que varia de região para região. Novas regras nos EUA e na Europa reforçam a supervisão, mas muitos países ainda têm orientações pouco claras ou até restrições diretas.
Ameaças de segurança e erros: Violações de carteira, phishing, transações enviadas ao endereço errado e congestionamento de rede podem gerar perda ou atraso. Como transferências em blockchain são finais, um endereço incorreto ou uma chave comprometida não podem ser corrigidos nem recuperados.
Implicações contábeis e de tesouraria: Stablecoins nem sempre se qualificam como equivalentes de caixa no balanço e podem introduzir complexidade de reconciliação e de valorização. Manter stablecoin demais também pode gerar custo de oportunidade se esses fundos poderiam ter rendido retorno ou sustentado linhas de crédito em uma conta tradicional.
Como as organizações podem incorporar stablecoins aos fluxos de trabalho?
Levar stablecoins para dentro de uma empresa é uma mudança coordenada entre finanças, conformidade e logística.
Estas são algumas etapas importantes para começar:
Eduque e alinhe as equipes: Finanças, conformidade, engenharia e operações precisam compartilhar a mesma compreensão sobre o que são stablecoins e de que forma elas entram nos processos atuais.
Esclareça as obrigações regulatórias e tributárias: Cada região trata transações com stablecoins de um jeito. As equipes jurídica e de conformidade precisam definir o que é permitido, o que precisa ser reportado e em que pontos controles adicionais devem ser inseridos.
Escolha stablecoins de forma intencional: Antes de assumir um compromisso, as empresas devem avaliar transparência do emissor, qualidade das reservas, postura regulatória, liquidez e blockchains compatíveis. Muitas começam com uma stablecoin amplamente usada, bem auditada e atrelada ao dólar americano, mantendo uma opção de contingência para reduzir risco de dependência.
Decida a custódia e integre os sistemas: As equipes escolhem entre autocustódia ou uso de uma plataforma confiável e depois conectam carteiras ou contas com custódia aos fluxos de pagamento, sistemas contábeis e processos internos de aprovação. Isso normalmente inclui acesso baseado em função, controles multisig, endereços em whitelist e testes de reconciliação automatizada.
Faça um piloto antes de ampliar: Um teste limitado — como pagar um único fornecedor ou receber um único pagamento de cliente — permite validar o fluxo de ponta a ponta. Quando as stablecoins se provam, as empresas podem estender o uso para novos casos, como repasses globais, liquidações com fornecedores ou transferências de tesouraria.
Monitore e ajuste: As empresas precisam designar funcionários para acompanhar a paridade, revisar reservas, monitorar tarifas de rede e seguir atualizações regulatórias para detectar problemas cedo. Bons planos de contingência mostram como pausar transações, trocar de stablecoin ou voltar para moeda fiduciária se as condições mudarem.
Como o Stripe Payments pode ajudar
O Stripe Payments oferece uma solução unificada e global de pagamentos que ajuda qualquer empresa — de startups em crescimento a empresas globais — a aceitar pagamentos online, presencialmente e em todo o mundo. As empresas podem aceitar pagamentos com stablecoins de praticamente qualquer lugar do mundo, com liquidação em moeda fiduciária no saldo da Stripe.
O Stripe Payments pode ajudar você a:
Otimizar sua experiência de checkout: Crie uma experiência fluida para o cliente e economize milhares de horas de engenharia com interfaces de pagamento pré-construídas e acesso a mais de 125 formas de pagamento, incluindo stablecoins e cripto.
Expandir para novos mercados mais rapidamente: Alcance clientes em todo o mundo e reduza a complexidade e o custo da gestão multimoeda com opções de pagamento internacionais, disponíveis em 195 países e em mais de 135 moedas.
Unificar pagamentos presenciais e online: Crie uma experiência de unified commerce entre canais online e presenciais para personalizar interações, recompensar a fidelidade e aumentar a receita.
Melhorar o desempenho dos pagamentos: Aumente a receita com uma variedade de ferramentas de pagamento personalizáveis e fáceis de configurar, incluindo proteção contra fraudes no-code e recursos avançados para melhorar as taxas de autorização.
Avançar mais rápido com uma plataforma flexível e confiável para o crescimento: Desenvolva em uma plataforma projetada para escalar com você, com 99,999% de disponibilidade histórica e confiabilidade líder no setor.
Saiba mais sobre como o Stripe Payments pode potencializar seus pagamentos presenciais e online ou comece hoje mesmo.
O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.