Há uma diferença entre possuir ativos digitais e mantê-los. Uma carteira de cripto não custodial permite que você mantenha seus próprios ativos, dando controle total. Mas isso também significa que não há backup centralizado nem rede de segurança. Mais de 56% dos usuários de cripto preferem usar carteiras não custodiais.
A seguir, discutiremos como funcionam as carteiras de cripto não custodiais, quais proteções elas possuem, quais riscos envolvem e como usá-las de forma eficaz sem correr riscos desnecessários.
O que vamos abordar neste artigo?
- O que é uma carteira de cripto não custodial?
- Quais tecnologias protegem as carteiras não custodiais?
- Como as carteiras não custodiais aumentam o controle do usuário?
- Quais riscos afetam as carteiras não custodiais?
- Como os usuários podem gerenciar efetivamente carteiras não custodiais?
- Como o Stripe Payments pode ajudar
O que é uma carteira de cripto não custodial?
Uma carteira de cripto não custodial é um software (por exemplo, aplicativo móvel, extensão de navegador) ou um dispositivo de hardware que protege suas chaves privadas de cripto, que dão acesso aos seus ativos na blockchain. Uma carteira não custodial comprova sua propriedade. Somente você pode aprovar transações. Nenhuma terceira parte pode congelar ou redirecionar seus ativos (exceto nos casos em que contratos inteligentes com permissões incorporadas controlam os ativos).
Ao configurar uma carteira não custodial, ela gera uma chave privada: um número longo e único que serve como prova de propriedade. Essa chave é codificada como uma frase de recuperação, geralmente com 12 ou 24 palavras. As carteiras normalmente mostram a frase apenas uma vez e solicitam que você a anote; depois, passa a ser sua responsabilidade mantê-la segura. Em carteiras de software, a chave permanece criptografada no seu dispositivo. Em carteiras de hardware, a chave é armazenada em um chip seguro; sua chave nunca é enviada a um servidor nem armazenada na nuvem.
Ao enviar cripto, a carteira usa sua chave para assinar digitalmente a transação. Isso ocorre localmente no seu dispositivo. Em carteiras de hardware, você aprova a transação pressionando fisicamente um botão. Se você perder seu telefone ou carteira de hardware, pode reconstruir tudo com sua frase de recuperação em um novo dispositivo. Mas, se esquecer a frase, não será possível recuperar o acesso.
Quais tecnologias protegem as carteiras não custodiais?
Carteiras não custodiais colocam o controle em suas mãos, enquanto diversas tecnologias de segurança protegem sua chave privada. Veja algumas dessas proteções:
Carteiras de hardware
Carteiras de hardware (por exemplo, Ledger, Trezor) armazenam sua chave em um chip dedicado que permanece offline. Quando você assina uma transação, o dispositivo realiza a assinatura internamente e envia apenas o resultado, não a chave. Mesmo que seu computador seja comprometido, suas criptomoedas permanecem fora de alcance sem a confirmação física no dispositivo.
Armazenamento de chave criptografado e biometria
Carteiras de software em dispositivos móveis ou desktops mantêm as chaves criptografadas e protegidas por sua senha, número de identificação pessoal (PIN) ou biometria. Muitas utilizam enclaves seguros incorporados em dispositivos modernos. Se alguém obtiver seu telefone, ainda precisará superar várias camadas apenas para tentar o acesso — desde que você tenha escolhido um PIN forte e mantenha a proteção no nível do dispositivo.
Configurações multiassinatura
Carteiras multiassinatura (multisig) exigem múltiplas chaves para aprovar uma transação. Podem ser dois dispositivos que você controla ou você e outro membro da equipe. Isso divide o controle, de modo que uma única chave comprometida não possa movimentar os fundos.
Fragmentação de chaves e computação multipartidária
Algumas carteiras dividem uma chave entre dispositivos ou serviços usando computação multipartidária (MPC) ou compartilhamento secreto. Isso é conhecido como fragmentação de chaves, na qual ninguém possui a chave completa — nem mesmo você. Ao realizar uma transação, os fragmentos colaboram para assinar com segurança. É uma forma de distribuir o risco sem abrir mão do controle.
Segurança de contratos inteligentes
Em blockchains (por exemplo, Ethereum), carteiras baseadas em contratos inteligentes podem adicionar recursos como limites diários de gastos, listas de endereços confiáveis ou recuperação social. Algumas permitem que contatos de confiança ajudem a recuperar o acesso sem precisar conhecer sua chave.
Código aberto e auditável
Carteiras renomadas geralmente tornam seu código público ou passam por auditorias de terceiros. Embora essa transparência ajude a garantir que sua chave seja tratada conforme o software afirma, código aberto não garante revisão ativa.
Como as carteiras não custodiais aumentam o controle do usuário?
Com uma carteira não custodial, não há risco de contraparte. Você não depende de uma plataforma para armazenar, aprovar ou liberar seus fundos. Plataformas custodiais, sejam plataformas de negociação ou aplicativos de tecnologia financeira (fintech), podem bloquear contas, pausar saques ou falir. Se isso ocorrer, seu acesso pode desaparecer junto com elas. Com uma carteira não custodial que você controla, você permanece conectado à blockchain, independentemente do que aconteça, desde que a blockchain subjacente esteja funcional.
Você pode movimentar fundos a qualquer momento, sem aprovações ou horários de funcionamento. Congestionamento da rede ou taxas da blockchain podem afetar a velocidade, mas não sua capacidade de realizar transações. Você não está sujeito a limites diários, contas congeladas ou retenções por conformidade. Se precisar enviar dinheiro para qualquer lugar do mundo às 3h da manhã de um fim de semana, você pode.
Carteiras não custodiais conectam-se diretamente a protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), plataformas de tokens não fungíveis (NFT) e outros aplicativos descentralizados. Como essas carteiras conectam você diretamente à blockchain, é possível trocar tokens, fazer staking de ativos ou criar algo a qualquer momento. E, como a carteira é uma chave, não uma conta, você não fica preso a nenhum aplicativo. Pode alternar entre provedores de carteira, atualizar o hardware ou recuperar o acesso em um novo dispositivo sem obstáculos.
Quais riscos afetam as carteiras não custodiais?
Se você perder sua frase de recuperação, ficará bloqueado. Não há recurso para recuperar o acesso. E se alguém obtiver sua chave privada, poderá movimentar seus ativos de qualquer lugar; não precisa do seu dispositivo. Phishing, aplicativos de carteira falsos, sequestradores de área de transferência e engenharia social são todos projetados para fazer você revelar sua frase-semente ou assinar algo que conceda acesso a terceiros (contratos inteligentes maliciosos podem esgotar ativos sem expor sua chave).
As blockchains são irreversíveis. Na maioria dos casos, um endereço digitado incorretamente, uma transferência para a rede errada ou cair em um golpe é permanente. Geração de chaves inadequada, lógica de assinatura falha ou backups inseguros também podem colocar os usuários em risco. Até mesmo carteiras bem construídas já tiveram vulnerabilidades expostas. Se o software gerencia mal as chaves, trata-se de uma falha estrutural. É responsabilidade do usuário manter-se atualizado e vigilante.
Como os usuários podem gerenciar efetivamente carteiras não custodiais?
A parte mais difícil da autocustódia é lidar com as operações. Aqui estão algumas práticas recomendadas:
Faça backup da sua frase de recuperação
Essa frase de 12 ou 24 palavras é sua tábua de salvação. Anote-a. Armazene-a em pelo menos dois locais físicos seguros e separados: um cofre, um depósito seguro, ou um backup metálico à prova de fogo. Nunca tire capturas de tela; nunca armazene na nuvem. Se outra pessoa encontrá-la, terá controle sobre sua carteira.
Use uma carteira de hardware para grandes quantias
Carteiras de software funcionam bem para pequenas transações. Transfira grandes volumes para uma carteira de hardware. Sua chave permanece offline, a assinatura é isolada e as aprovações acontecem no próprio dispositivo. Mesmo um laptop comprometido não consegue acessar uma carteira de hardware usada corretamente.
Proteja o software
Use uma senha, ative a autenticação biométrica e mantenha seu dispositivo e aplicativo de carteira atualizados. Carteiras de software geralmente criptografam a chave no seu dispositivo, então seu trabalho é garantir que apenas você possa descriptografá-la. Nunca pule atualizações ou instale carteiras de fontes não oficiais, pois podem ser grandes vetores para roubo de chaves.
Verifique duas vezes antes de enviar
Erros são permanentes. Sempre confirme o endereço do destinatário. Faça um teste com um valor pequeno antes de grandes transferências e certifique-se de que a rede corresponde ao ativo que você está enviando. Fique atento a golpes com endereços semelhantes, links enganosos e carteiras falsas.
Segmente suas carteiras
Separe armazenamento de atividade. Use uma carteira para interações com DeFi ou NFTs e outra para armazenamento de longo prazo. Dessa forma, se algo der errado com uma delas, seus fundos totais não ficam expostos.
Tenha um plano de recuperação
Pense além de roubo e perda. Designe um contato de confiança e armazene instruções claras em um local seguro. Ferramentas como recuperação social ou multifirma podem ajudar, mas seu processo deve ser intencional e compatível com as blockchains e carteiras que você utiliza.
Como o Stripe Payments pode ajudar
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O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.