Comparar gateways de pagamentos significa avaliar provedores usando os mesmos critérios. Dois gateways podem parecer iguais na superfície, mas diferir bastante no que cobram além da tarifa base, quais formas de pagamento eles aceitam de forma nativa e quanto tempo de desenvolvimento exigem para entrar em produção.
Abaixo, mostraremos o que procurar ao comparar gateways de pagamentos, que tipos de tarifas esperar e como a complexidade da integração entra na equação.
Principais conclusões
Tarifas de estorno, custos de conversão de moedas e mínimos mensais costumam ser mais importantes do que a porcentagem base da transação.
Formas de pagamento locais e adquirência local afetam as taxas de aprovação em mercados fora do seu país.
Empresas de e-commerce, SaaS (software como serviço) e marketplaces dão prioridades diferentes à complexidade de integração, suporte à cobrança recorrente e recursos de repasse.
O que procurar em uma comparação de gateway de pagamentos?
Uma comparação de gateway de pagamentos significa avaliar provedores com base no mesmo conjunto de critérios. Essas comparações geralmente abrangem modelo de precificação, formas de pagamento aceitas, cobertura geográfica, opções de integração, infraestrutura de segurança e ferramentas de fraude e de relatórios.
Modelo de precificação: Sua economia unitária em cada nível de volume
Variedade de formas de pagamento: Quais bandeiras de cartão, carteiras digitais, transferências bancárias e formas de pagamento locais o gateway aceita nativamente (em vez de integrações separadas)
Cobertura geográfica: Em quais países e moedas o gateway pode liquidar e se oferece adquirência local nos mercados em que você vende
Opções de integração: Se uma página de checkout hospedada oferece a experiência de que você precisa ou se você precisará de uma integração completa de interface de programação de aplicações (API) para criá-la por conta própria
Ferramentas de fraude e conformidade: O que está integrado ao gateway em comparação com o que você precisaria licenciar separadamente (incluindo suporte ao 3D Secure e como a conformidade com o PCI DSS é tratada)
Relatórios e reconciliação: Como os dados da transação fluem para sua pilha contábil e com quanto trabalho manual de reconciliação você fica
Como as tarifas do gateway de pagamentos se comparam entre os provedores?
Os gateways geralmente cobram pelas transações por meio de um destes três modelos:
Preço fixo: cobra uma porcentagem única mais uma tarifa fixa por transação, independentemente do tipo de cartão ou da bandeira. Isso facilita a previsão, mas muitas vezes fica mais caro ao crescer, já que você não se beneficia de taxas menores em cartões de débito ou de intercâmbios negociados.
Preços de intercâmbio mais margem: separa a tarifa definida pelas bandeiras de cartão da margem do próprio gateway, para que você veja exatamente o que cada parte cobra. É mais difícil prever mês a mês, já que as taxas de intercâmbio variam por tipo de cartão, região e categoria de transação.
Preços escalonados: agrupa transações em níveis diferentes, cada um com suas próprias taxas. Os níveis (geralmente qualificado, médio qualificado e não qualificado) são baseados nos fatores de risco e recompensa de cada transação. Os custos podem ser menos previsíveis com esse modelo se não estiver claro em qual nível as transações se enquadram.
Estas são as cobranças que aparecem depois e alteram o custo real de aceitar pagamentos:
Tarifas de estorno: cobradas por transação contestada, independentemente do resultado
Tarifas de conversão de moedas: aplicadas a transações internacionais quando o cartão do cliente é emitido em uma moeda diferente da sua moeda de liquidação
Mínimos mensais ou tarifas de inatividade: cobradas quando o seu volume de processamento cai abaixo de um limite definido pelo provedor
Tarifas de complemento: cobradas por recursos opcionais, como ferramentas de cobrança recorrente ou triagem avançada de fraudes que ficam fora da taxa base
Alguns provedores também exigem um volume mensal mínimo para liberar suas melhores taxas, o que importa se o seu negócio tiver variações sazonais.
Quais formas de pagamento e coberturas globais importam na comparação de um gateway de pagamentos?
A partir de 2025, as carteiras digitais representam aproximadamente 30% do volume global de transações em pontos de venda, e as opções de compre agora e pague depois (BNPL) se tornaram padrão para compras de valores mais altos.
Quanto mais internacional for sua base de clientes, mais as formas de pagamento locais vão importar também. Isso inclui:
Esquemas de transferência bancária, como débito automático SEPA na zona do euro ou débito automático Bacs no Reino Unido
Carteiras regionais, como Mercado Pago, GoPay e GrabPay, comuns na América Latina e no Sudeste Asiático
Redes de débito locais que frequentemente apresentam taxas de aprovação mais altas internamente
A cobertura geográfica é diferente das formas de pagamento aceitas. Ela abrange em quais moedas um gateway pode compensar e se oferece adquirência local, ou seja, se a transação é direcionada por meio de uma entidade local em vez de internacionalmente. A adquirência local tende a melhorar as taxas de autorização porque bancos emissores estão mais propensos a aprovar uma transação que parece ser do mesmo país. Se você está vendendo em um mercado sem adquirência local, espere taxas de aprovação um pouco menores em pagamentos com cartão, o que vale a pena considerar em qualquer previsão de receita para esse mercado.
Qual o peso da complexidade da integração na comparação de gateways de pagamentos?
As opções de integração geralmente seguem este leque:
Páginas de pagamento hospedadas redirecionam clientes para uma página controlada pelo gateway. Isso mantém os dados do cartão fora de seus servidores e minimiza o peso do seu PCI DSS, mas deixa você com menos controle sobre o design do checkout.
Uma integração completa de API oferece a você total controle da experiência de pagamento. Você pode criar fluxos de checkout personalizados e tratamentos de erros específicos, mas leva um tempo real de desenvolvimento para se construir e se manter.
Componentes embarcados ficam no meio-termo: você insere peças de interface do usuário (IU) predefinidas em sua página, enquanto o gateway cuida dos dados sensíveis do cartão. Isso te dá mais controle do design sem se preocupar com todo o escopo do PCI DSS.
Empresas com recursos de engenharia limitados geralmente se dão melhor com opções hospedadas ou integradas, enquanto negócios com requisitos de checkout específicos ou fluxos de pagamentos complexos tendem a precisar da flexibilidade de uma integração completa de API.
Além do tipo de configuração, outros fatores definem quanto trabalho de integração de fato acontece:
Documentação: a qualidade da documentação determina quão rápido a sua equipe passa da área restrita à produção. A Stripe documenta referências de API, kits de desenvolvimento de software (SDKs) e comportamento de webhook em um nível de detalhe que acaba com a incerteza durante a implementação.
Plugins pré-criados: estão disponíveis para plataformas como Shopify ou WooCommerce e são muito úteis se você não precisa de uma lógica de checkout customizada.
Disponibilidade de SDKs: em linguagens como Node, Python e Ruby. Isso importa mais se você está criando um fluxo de checkout do zero.
Suporte de pagamentos multipartes: é necessário quando o seu negócio divide os pagamentos entre vendedores ou distribuidores, em vez de direcionar tudo para uma única conta.
Como a segurança e a conformidade diferem entre os gateways de pagamentos?
Em relação à segurança e conformidade, algumas áreas costumam mostrar as maiores diferenças entre os provedores.
Veja o que realmente importa:
Conformidade com PCI: todo gateway que lida com dados do cartão precisa cumprir os requisitos do PCI DSS. Mas o quanto desse peso recai sobre a sua empresa depende do método de integração escolhido e do que o gateway faz. Páginas de checkout hospedadas e componentes integrados que dependem de tokenização (onde os dados do cartão são substituídos por um token antes de chegarem aos seus servidores) reduzem o escopo do PCI DSS.
Suporte ao 3D Secure 2: é importante para reduzir a responsabilidade em fraudes de transações com cartão, especialmente em mercados como a UE, onde a autenticação forte de cliente é obrigatória.
Autenticação baseada em risco: alguns gateways aplicam o 3D Secure 2 de forma seletiva com base em pontuação de risco, adicionando etapas de autenticação somente a transações de maior risco em vez de cada compra.
Gestão de estornos: isso vai desde alertas e o envio automatizado de comprovantes para a contestação até processos mais manuais que você mesmo deve cuidar.
Profundidade da detecção de fraudes: abrange desde a triagem básica por regras até modelos de machine learning que classificam transações em tempo real usando identificação de dispositivo e sinais comportamentais.
Como escolher o gateway de pagamentos certo para a sua empresa?
O gateway certo depende tanto do seu modelo de negócio quanto de qualquer recurso individual. Por exemplo, uma empresa de e-commerce que vende produtos físicos geralmente prioriza uma ampla cobertura de formas de pagamento, ferramentas de fraude robustas para transações sem cartão presente e uma integração que funcione perfeitamente com sua plataforma de vitrine existente. As empresas de SaaS tendem a priorizar o suporte para cobrança recorrente, enquanto as empresas de marketplace precisam priorizar os recursos de repasse para várias partes.
Classifique as dimensões abordadas aqui em relação à sua própria empresa:
Modelo de precificação: Ponderado por como se mantém no seu volume real de transações (não apenas na taxa anunciada)
Formas de pagamento e cobertura geográfica: Ponderadas por onde seus clientes estão e por suas formas preferidas de pagar
Complexidade de integração: Ponderada por quanto tempo de engenharia você pode comprometer de forma realista
Profundidade de segurança e conformidade: Ponderada por quanto desse fardo você quer que o gateway absorva em comparação com lidar por conta própria
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O conteúdo deste artigo é apenas para fins gerais de informação e educação e não deve ser interpretado como aconselhamento jurídico ou tributário. A Stripe não garante a exatidão, integridade, adequação ou atualidade das informações contidas no artigo. Você deve procurar a ajuda de um advogado competente ou contador licenciado para atuar em sua jurisdição para aconselhamento sobre sua situação particular.